Vacinadores irão até os principais hospitais para imunizar profissionais

Martha Feldens

Hospitais receberão vacinadores

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, anunciou em entrevista coletiva que profissionais da equipe de vacinação irão a partir das 13 horas desta sexta-feira (29) até os maiores hospitais da cidade para aplicar a primeira dose da vacina contra a covid-19 nos trabalhadores da linha de frente do combate à doença. Com isso, a prefeitura pretende reduzir a fila e as aglomerações que têm se formado nos últimos dois dias no Pavilhão do Parque Barigui.

As equipes vão atender profissionais do Hospital do Trabalhador, Evangélico Mackenzie, Cajuru, Pequeno Príncipe e Hospital de Clínicas da UFPR. Porém, a secretária adverte que serão vacinados apenas os profissionais que estão indicados nas litas enviadas pelos próprios hospitais à Secretaria Municipal da Saúde, da mesma forma como o que é feito no pavilhão do Barigui.

As filas no Barigui, segundo a secretária, se formaram em grande parte pela disseminação de fake news na quinta-feira (28). “Disseram que era para todos irem ao Barigui. Disseram também que a vacina acabaria hoje. Não é verdade. Temos garantido o número de doses para essa primeira fase”, disse Huçulak.

Aplicativo facilita cadastro e acelera tempo de vacinação

Outro ponto destacado pela secretária é a facilidade que o aplicativo Saúde Já, da prefeitura, rende ao processo de vacinação. Com ele, o profissional de saúde já chega ao local da vacinação com cadastro preenchido. Por se tratar de uma vacina de uso emergencial, cada pessoa que recebe a aplicação deve dar seu termo de aceite, o que acaba se refletindo no tempo gasto na vacinação. Assim, com esse aceite previamente acertado, a rapidez seria maior.

“O cadastro tem sido nosso gargalo”, reconheceu Márcia Huçulak. Segundo ela, a experiência com os profissionais de saúde neste sentido já serve para a tomada de medidas com o público em geral. A prefeitura já vem propagando a necessidade de uso do aplicativo junto aos grupos de idosos, os próximos da campanha de vacinação. “Temos 250 mil idosos para vacinar”, lembrou a secretária, ao defender a importância do uso do Saúde Já.

Listas dos hospitais com erros e exageros

A secretária revelou também que as equipes da SMS tiveram que passar por revisão algumas das listas de profissionais da linha de frente da covid enviadas pelos hospitais. “Teve hospital que mandou lista com mais de 2 mil médicos. Hospital que nem tem 2 mil médicos na sua equipe”, contou ela. Mas ela não atribui isso a alguma tentativa de furar a fila. “Isso é a vida como ela é”, disse ao ser questionada sobre o que motivaria o envio de uma lista com dados irreais.

Porém, a prefeitura se precaveu, sim, contra possíveis tentativas de furar a fila. A própria secretária admitiu no começo da entrevista que a centralização no Pavilhão Barigui foi motivada também por essa preocupação. “Se descentralizássemos, correríamos o risco de perder o controle e vacinar quem não é do grupo prioritário”, disse.

Ela assegura que em Curitiba nada nesse sentido se concretizou. “Ninguém passará na frente com a nossa anuência. As equipes estão muito preparadas para atender só quem está nas listas”, garantiu.

Para a vacinação dos demais grupos, porém, está prevista alguma descentralização. A ideia é instalar um centro de vacinação em cada distrito de saúde da cidade , com drive-thru para aquelas pessoas que não possam se deslocar normalmente e aplicações em domicílio para quem estiver acamado.

 

Leia também: Vacinação no ‘Pavilhão da Cura’, no Parque Barigui, registra fila pelo segundo dia

 

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