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A menopausa e os seus impactos na vida da mulher

A menopausa não é somente uma fase de transformações biológicas na vida das mulheres. Ela também causa modificações psicológicas variadas, as quais podem impactar o comportamento e o bem-estar.

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca - 01 de abril de 2022, 12:19

A menopausa não é somente uma fase de transformações biológicas na vida das mulheres. Ela também causa modificações psicológicas variadas, as quais podem impactar o comportamento e o bem-estar. Ainda hoje, existem muitas dúvidas e preconceitos que rondam o assunto. Para esclarecer dúvidas sobre a menopausa e suas fases, a Unimed Curitiba conversou com a médica especialista em ginecologia e obstetrícia Lilian Regina Lang, que também é auditora médica da Unimed Federação do Paraná e coordenadora médica da auditoria retrospectiva da Unimed Curitiba. Boa leitura!

A última menstruação – que geralmente acontece entre 45 e 55 anos – recebe o nome de menopausa e marca o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. “Isso significa que ela esgotou seu estoque de óvulos que foram liberados desde a puberdade, mês a mês, ao longo de 30, 35 anos”, afirmou a especialista. O período que se segue após a cessação da menstruação é chamado de climatério, uma fase de transição na qual a mulher passa da fase reprodutiva para a fase não-reprodutiva. “Há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo”, compartilhou.

Em alguns casos, a fase da menopausa e do climatério são assintomáticas. No entanto, de acordo com a ginecologista, a maioria das mulheres começa a apresentar sintomas de intensidade variável já no início, devido à diminuição progressiva das concentrações dos hormônios femininos. “Os sintomas mais comuns são: as temidas ondas de calor (fogachos), ciclos menstruais irregulares, incontinência urinária, diminuição da libido, irritabilidade, depressão, melancolia, unhas e cabelos mais frágeis, perda de massa óssea, aumento do peso e aumento de doenças cardiovasculares”, comentou a médica.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério leva em conta os sintomas, o exame clínico e exames laboratoriais de sangue. A mamografia, o papanicolau, o ultrassom transvaginal e a densitometria óssea são exames que se completam e devem ser repetidos regularmente.

Tratamento – A terapia de reposição hormonal tem a vantagem de aliviar os sintomas físicos como, por exemplo, o fogacho, sintomas psíquicos como depressão e/ou irritabilidade, e ainda os que estão relacionados com os órgãos genitais como a incontinência urinária e a secura vaginal. Além disso, as reposições hormonais funcionam como proteção contra a osteoporose e asseguram uma melhor qualidade de vida para a mulher.

“Acima de tudo, manter uma alimentação saudável, atividade física regular, não fumar e evitar o consumo de álcool, bem como cuidar da saúde bucal, são algumas das medidas simples, mas que incorporadas aos hábitos diários de vida se tornam passos importantes para ajudar a aliviar os sintomas negativos”, incentivou.

Por fim, pode-se concluir que esse período é marcado por muitos desafios, mas que podem ser superados e amenizados quando unimos profissionais capacitados da área como ginecologistas, endocrinologistas e psicólogos para tratar os sintomas da menopausa. É importante contar com a compreensão e apoio de todos aqueles que estão presentes na vida da mulher durante esse período.

Quer saber mais? A Unimed Curitiba publicou um informativo sobre o tema. Clique aqui e confira!