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Apesar dos desafios, é possível ter uma vida longa e saudável com Parkinson

Médica neurologista e cooperada da Unimed Curitiba fala sobre tratamento, prevenção e como conviver com a doença, que acomete mais de 200 mil pessoas no Brasil

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca - 15 de abril de 2022, 09:12

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11 de abril é o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, que tem como objetivo esclarecer a doença e as possibilidades de tratamento para que o paciente e sua família tenham uma melhor qualidade de vida. Ainda hoje, existe muita desinformação, dúvidas e até mesmo preconceito quando falamos sobre a doença, que acomete mais de 200 mil pessoas no Brasil segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Pensando nisso e para desmistificar informações falsas, a Unimed Curitiba conversou com a médica cooperada Marcela Ferreira Cordellini, especialista em neurologia, que contou como é o tratamento, se há prevenção, como a doença afeta o corpo e mais. Continue a leitura e confira!

A doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica, crônica e progressiva, sem causa conhecida, que atinge o sistema nervoso central e compromete os movimentos. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos sofre com a doença. Ela é considerada como a segunda causa mais comum de doenças neurodegenerativas, atrás apenas do mal de Alzheimer. De acordo com a médica cooperada, a enfermidade pode acometer homens e mulheres de todas as faixas etárias, embora seja mais comum em idosos e um pouco mais predominante no sexo masculino.

Os sintomas variam de um paciente para o outro. “No início, eles se apresentam de maneira lenta, insidiosa. Movimentos mais lentos e o tremor de uma das mãos com ela, muitas vezes notados apenas pelos amigos e familiares, costumam ser os primeiros sinais. A diminuição do tamanho das letras ao escrever é outra característica importante. Outros sintomas podem estar associados ao início da doença: rigidez muscular, hipofania, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono”, completa a especialista.

Por se tratar de uma doença degenerativa, secundária à morte dos neurônios produtores de dopamina, a dúvida fica: o que provocaria a perda desses neurônios? De acordo com a neurologista, embora não exista uma causa definida, existem alguns fatores relacionados ao desenvolvimento da doença, entre eles, a genética, fatores ambientais e, principalmente a idade. “Quanto maior a faixa etária, maior a sua incidência. Após os 60 anos, o risco de desenvolver a enfermidade gira em torno de 2 a 4%, enquanto na população geral, o risco é de 1% a 2%”, afirma.

Infelizmente, ainda não existe prevenção para a doença de Parkinson. “Até o momento, os médicos trabalham com tratamentos eficientes e cada vez mais modernos e seguros para controlar os sintomas e aumentar a autonomia dos seus pacientes”, diz.

O tratamento pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico em alguns casos. O medicamentoso visa tratar os sintomas motores e não motores da doença, trazendo melhora da qualidade de vida do paciente. O tratamento psicoterápico é importante por causa da depressão, tanto relacionada à reação pelo diagnóstico quanto pelo próprio desequilíbrio dos neurotransmissores. “Recomenda-se também ao paciente um tratamento com equipe multiprofissional, além de atividade física regular. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzindo o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que mesmo com certas limitações a pessoa tenha uma vida mais autônoma por mais tempo”, compartilha a cooperada.

Com essas orientações em mente, as perspectivas de uma vida longa e saudável são bem grandes. Tentar identificar a doença o mais cedo possível, para iniciar o tratamento adequado e evitar o agravamento acelerado do Parkinson, também é um fator importante para garantir a qualidade de vida do paciente. “Apesar dos desafios para o paciente e seus familiares, é preciso lidar com o Parkinson de uma forma diferente, mais resiliente e otimista, sendo essa pessoa da sua própria família ou qualquer outra com quem você conviva socialmente”, finaliza. E, ao surgirem sintomas, procure orientação médica o mais rápido possível.