Cuidar da visão é tão importante quanto cuidar da saúde como um todo

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca


O futuro da saúde ocular pode estar condicionado ao uso das telas devido a utilização constante da visão de perto, alavancada pela pandemia, que diminuiu nossa circulação ao ar livre, recebimento de luz natural e outras mudanças no comportamento visual, principalmente em crianças.

 

De acordo com a médica cooperada da Unimed Curitiba especialista em oftalmologia, Heloísa Helena Abil Russ Giacometti, o uso excessivo de telas é considerado, pela Organização Mundial da Saúde, como um fator de risco no início e progressão do quadro de miopia — doença relacionada à dificuldade de enxergar a distância. Em 2019, o primeiro relatório mundial sobre a visão da instituição estima que o número de casos saltará dos 1,95 bilhão atuais para 3,36 bilhões em 2030.

 

“São três aspectos principais que precisam ser observados: o cansaço dos olhos, causado pela sobrecarga muscular no ato de ‘olhar de perto’, ressecamento do olho, principalmente pela falta do piscar constante e, também, a própria radiação luminosa emitida pelos aparelhos eletrônicos, como smartphones e computadores”, explica.

 

Atualmente, mais de 50 milhões de brasileiros possuem algum distúrbio ocular, sendo que 60% corresponde aos casos de cegueira e deficiência visual. No entanto, de acordo com pesquisa do Ibope, 34% dos brasileiros, o que corresponde a um terço da população, nunca visitou um oftalmologista. E a situação torna-se ainda mais preocupante quando 74% afirmam que só marcam consulta com o especialista quando surge algum incômodo na visão ou em função da necessidade de se avaliar o uso de óculos. Esses dados são extremamente alarmantes, principalmente quando 28% afirma sofrer de alguma doença ocular. E é justamente para conscientizar a população sobre o assunto que o dia 10 de julho foi instituído como Dia Mundial da Saúde Ocular, pois a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças oculares são fundamentais para a saúde dos olhos.

 

“É preciso conscientizar a população sobre os perigos de não dar atenção à saúde ocular, principalmente quando a maioria das doenças têm um início totalmente assintomático, como é o caso do glaucoma”, afirma a especialista.

 

Dados da OMS e da IAPB (Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira), afirmam que os erros refracionais não corrigidos (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia) são a principal causa de deficiência visual prevenível e estima-se que existam ao menos 153 milhões pessoas nessa situação, incluindo 13 milhões de crianças (com idades entre 5-15) e 45 milhões de adultos em idade ativa (com idade entre 16-49) afetados em termos globais. No estudo também foi estimada a presbiopia funcional: 1.094,7 milhões de pessoas ou mais (666,7 milhões com 50 anos ou mais).

 

Glaucoma, Catarata e a cegueira 

 

O glaucoma é uma doença ocular causada pela elevação da pressão intraocular, provocando lesões progressivas e definitivas no nervo óptico e causando comprometimento da visão. Assintomática no início, se não tratada adequadamente pode levar à cegueira.

 

Mundialmente são 2,2 bilhões de pessoas que possuem doença visual ou cegueira. No Brasil, segundo documento elaborado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), são pouco mais de 1,5 milhões. Sendo que a estimativa é de que 74,8% desses casos são curáveis ou poderiam ter sido diagnosticados precocemente se houvesse um acompanhamento.

 

“A cegueira geralmente é uma consequência grave e é identificada pela OMS como a 3 maior causa de anos vividos com deficiência. Observa-se importante repercussão social da deficiência visual, incluindo impacto na capacidade laborativa, qualidade de vida e necessidade de cuidados dos deficientes, o que inclui um grande impacto econômico que vai muito além dos custos médicos do tratamento”, exemplifica a cooperada da Unimed Curitiba.

 

Principal causa de cegueira reversível, a catarata atinge hoje cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, apesar de 93% afirmarem conhecer a doenças, 48% desconhece o tratamento que é unicamente realizado por meio da cirurgia. E de acordo com o estudo “Um olhar para o glaucoma no Brasil” realizado pelo Ibope em 2020, apesar de 53% dos brasileiros afirmarem que ficariam abalados ao perder a visão, apenas 37% entendem que ir ao oftalmologista é essencial para a prevenção das doenças que podem levar a um quadro de cegueira irreversível.

 

“O diagnóstico precoce é fundamental para tratar a condição logo no início. E o acompanhamento médico com um oftalmologista deve ser realizado ao menos uma vez ao ano, mesmo que o paciente não use óculos ou apresente problemas oculares. Além disso, é preciso eliminar o hábito de se utilizar colírios sem prescrição médica. Esses medicamentos possuem uma série de substâncias em sua composição, como o corticoide, que se utilizado com frequência pode ocasionar glaucoma, catarata e até cegueira”, completa.

 

Por fim, a médica recomenda que as pessoas cuidem da sua visão e estimulem as pessoas da sua família a fazerem o mesmo. “Ajude a diminuir o número de brasileiros que adquirem algum tipo de deficiência visual por falta de acompanhamento adequado”, finaliza.

 

Se você quer saber mais sobre o tema, a Unimed Curitiba elaborou um informativo com orientações que ajudam a garantir os cuidados necessários para sua saúde ocular. Clique aqui e boa leitura!

 

 

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