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Exercício físico: comece aos poucos e sinta a melhora na qualidade e quantidade de vida

Cardiologista especialista em medicina do esporte dá dicas para sair do sedentarismo, que acomete quase metade de população brasileira

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca - 08 de abril de 2022, 13:57

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De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 47% dos brasileiros são sedentários, sendo que entre os jovens o número é maior e mais alarmante: 84%. Ainda, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais sedentário da América Latina e ocupa a quinta posição no ranking mundial. Em comemoração ao Dia Mundial da Atividade Física (6 de abril) e para incentivar as pessoas a se movimentarem em prol da saúde e qualidade de vida, a Unimed Curitiba ouviu o médico cooperado Marcelo Leitão, especialista em cardiologia e medicina do exercício e do esporte, que foi presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (2017-2020). O profissional deu orientações para quem deseja iniciar a prática de exercícios físicos e sair do sedentarismo, falou sobre a história da atividade física, os benefícios e deu dicas para otimizar os resultados. Boa leitura!

Porque precisamos nos exercitar – Refletindo sobre os tempos primórdios, pode-se perceber que a atividade física sempre esteve presente – e em quantidades muito maiores. Nossos ancestrais precisavam caçar, procurar alimentos, fugir dos predadores e buscar abrigo. “A dois ou três milhões de anos atrás, os humanos tinham um gasto energético de 2 a 4 horas diárias em atividades físicas. A humanidade foi crescendo e evoluindo e, após a revolução industrial e tecnológica em meados do século XX, o exercício foi retirado do nosso dia a dia. Essa necessidade da prática é histórica e precisamos resgatar esse ‘fator ambiental’ para promover saúde e melhorar a qualidade de vida”, afirmou o especialista. E, nessa retomada, o mais importante é dar o primeiro passo.

Nosso corpo foi criado para o movimento - De acordo com o médico cooperado, qualquer atividade que a pessoa sedentária iniciar já é o suficiente para fazer a diferença. “Comece envolvendo práticas que gastem energia no dia a dia. Caminhando, preferindo usar a escada ao elevador, realizando trajetos curtos a pé ou de bicicleta. Comece pequeno e vá inserindo a atividade física cada vez mais na rotina”, incentiva. Embora a recomendação da OMS seja de 150 a 300 minutos por semana de exercícios físicos de baixa a moderada intensidade – como caminhada, bicicleta, nado, dança etc. –, inicie conforme os limites do seu corpo e aumente a intensidade com o passar do tempo. “É importante, também, se atentar aos sinais que o corpo dá ao realizar a atividade física. Se houver desconforto no peito, como um aperto, ou falta de ar excessiva e palpitações, assim como dor localizada, persistente ao longo do tempo e às vezes unilateral, é fundamental consultar um especialista, preferencialmente na área de medicina do esporte. Esses podem ser indícios de uma complicação de natureza vascular, muscular ou articular e devem ser avaliados”, comentou. Essa consulta também é muito bem-vinda para aqueles que desejam potencializar os resultados dos exercícios físicos e para quem quer aumentar a intensidade das atividades. Além disso, pessoas com diagnóstico ou histórico na família de diabetes, hipertensão e alterações metabólicas também devem considerar se consultar antes de realizar atividades físicas, com o objetivo de minimizar riscos à saúde.

Benefícios da prática – São inúmeras as razões para resgatar o “fator ambiental” do exercício físico. “Redução da incidência de doenças cardiovasculares (como hipertensão, infarto e derrame), de complicações metabólicas, de diabetes tipo 2 e de diversos tipos de câncer, principalmente de mama e intestino grosso, e muitas mais. Além disso, estudos tem demonstrado que crianças e adolescentes que praticam atividade física têm melhor desempenho intelectual, quando comparadas a crianças sedentárias”, indicou o cardiologista. Isso tudo sem contar os benefícios para a saúde mental e psicológica, pois a prática reduz a ansiedade e depressão, além de diminuir a incidência do mal de Alzheimer em pessoas com idade mais elevada. “Se compreendermos o exercício físico como algo necessário que foi retirado de nós [após a revolução industrial e tecnológica], entendemos melhor o impacto tão significativo na nossa qualidade e quantidade de vida”, dividiu Marcelo Leitão.

Exercite-se conosco – A Unimed Curitiba oferece um programa gratuito, online e ao vivo para seus clientes que desejam adquirir esse hábito de forma divertida, leve e dinâmica. As aulas acontecem duas vezes por semana e trabalham as capacidades cardiorrespiratória, fortalecimento, equilíbrio muscular e flexibilidade. Entre em contato pelo telefone 3021-4735 e peça mais informações sobre o #saiadosofá.

Saiba mais sobre sedentarismoClique aqui e confira um informativo especial sobre o tema publicado pela Unimed Curitiba em seu portal, com informações sobre tipos de sedentarismo, sintomas e relação com a saúde mental e qualidade de vida.