Infectologista alerta para avanço da pandemia da COVID-19

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca


Ao longo das últimas semanas, houve um aumento expressivo do número de pessoas diagnosticadas com a COVID-19 e da taxa de ocupação de leitos hospitalares em Curitiba e cidades da Região Metropolitana, o que vem preocupando entidades médicas e órgãos de saúde pública. Clique aqui e confira a carta “Curitiba em estado de alerta” emitida hoje (20/11) com intuito de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de assumirem o seu protagonismo no combate à doença, alertando sobre a gravidade e o risco neste momento, e a necessidade de retomada do comportamento preventivo de cuidados e isolamento social para que não haja colapso do sistema de saúde nas próximas semanas.

O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre a COVID-19? Apesar de estarmos convivendo com essa doença há 8 meses no Brasil, ainda há muito a se descobrir, mas o que já se sabe? E o que ainda é dúvida? Confira na coluna de hoje as informações, orientações e esclarecimentos feitos pelo médico cooperado especialista em infectologia e diretor da Unimed Curitiba e Unimed Laboratório, Dr. Jaime Rocha.

Por que o cenário está piorando atualmente?

De acordo com o especialista, não houve um único acontecimento responsável pela piora do cenário. Nos últimos dias, a velocidade de expansão do vírus aumentou drasticamente, assim como o número de casos, o número de positividade (quantidade de resultados positivos comparados à quantidade de testes realizados) e a ocupação de leitos hospitalares, seja no setor público ou privado. Um dos maiores motivos para esses aumentos foi o descuido da população, que, por um momento, achou que a situação na cidade estava melhorando e começou a relaxar nos cuidados. Por isso, o médico ressalta: “não é hora de descansar, é hora de se isolar e cuidar ainda mais de si e do seu próximo, evitando aglomerações, saídas desnecessárias e tomando os cuidados mais básicos como usar máscara facial, manter o distanciamento, lavar as mãos e usar álcool em gel frequentemente”, afirmou o diretor.

Como podemos contribuir para diminuir a expansão do vírus?

“Precisamos mudar a nossa forma de pensar: precisamos ter, mais do que nunca, consciência coletiva. Somente a mudança de comportamento individual poderá, gradativamente, nos ajudar a reduzir os casos na cidade. Por isso, continue mantendo o distanciamento físico e, sempre que possível, fique em casa, para cuidar de si mesmo, da sua família e de todos que estão ao seu redor”, afirma categoricamente.

Depois de tanto tempo, agora existe tratamento para a COVID-19? E a vacina?

De acordo com o infectologista, existem muitos estudos ao redor do mundo de medicamentos que possam amenizar os sintomas da doença. “É importante reforçar que não há indicação ou estudo de remédios que devam ser tomados para impedir um possível contágio. Tomar qualquer medicamento sem o acompanhamento médico especializado é arriscado e deve ser totalmente evitado. Quanto à vacina, embora muitas estejam em estágios avançados, levará muito tempo para que as vacinas sejam aprovadas, produzidas, distribuídas, aplicadas e 100% seguras. Ou seja, não podemos contar com a vacina nos tempos próximos, apenas como um acontecimento futuro”, explica.

Eu não estou com sintomas, por que preciso usar a máscara?

Jaime Rocha explica que o uso de máscara foi comprovado como uma das medidas preventivas mais eficazes contra o coronavírus. “A maior parte dos pacientes contaminados não sabe que está com o vírus, pois não sente nenhum sintoma durante os primeiros dias ou, em muitos casos, não sente mesmo depois de se curar”, explica. “A máscara e os cuidados são recomendações para proteger, além de si mesmo, as pessoas que estão próximas de você. Portanto, o uso de máscara de tecido, ou caseira, é importante como forma de proteção coletiva, e não individual”, reforça.

Estamos entrando em uma segunda onda do coronavírus em Curitiba?

“Não estamos entrando em uma possível segunda onda do vírus. Uma onda, para ser chamada como tal, precisa ter um pico e depois cair cerca de 60% para, um tempo depois, ter um novo aumento. Em Curitiba, essa queda nunca existiu. Portanto, não é uma nova onda”, afirma.

Há perspectiva de melhora a curto prazo?

De acordo com o especialista, a medicina prevê uma melhora do cenário, mas não é a curto prazo. “Vacinas estão sendo estudadas e produzidas, mas até lá a população precisa continuar consciente para ajudar a conter o avanço do coronavírus”, afirma.

Como diferenciar, depois de tanto tempo, a COVID-19 de um resfriado?

A COVID-19 tem 3 apresentações principais:

  1. Sintomas leves (em cerca de 80% dos casos): o paciente pode apresentar febre baixa, coriza, congestionamento nasal e dor de garganta, que podem melhorar no prazo de uma ou duas semanas
  2. Sintomas graves (em cerca de 10% dos casos): febre alta e muito instável (abaixa e aumenta e diversas vezes), piora da parte respiratória e dores críticas
  3. Sem nenhum sintoma: muitos ficam assintomáticos, mas, mesmo assim, podem transmitir o vírus para outras pessoas

Assim que um desses sintomas for observado, faça um teste assim que possível para compreender qual será a melhor forma de agir.

Quem já teve COVID-19 pode pegar de novo?

Não há comprovação de que o coronavírus não volta a infectar uma pessoa que já ficou doente anteriormente e já se recuperou. Mesmo que uma imunidade seja gerada após o primeiro cenário de contágio, muitos casos de reinfecção foram e continuam a ser observados. Portanto, mesmo se o paciente já foi contaminado antes, todos os cuidados continuam sendo necessários para evitar uma segunda contaminação.

Qual exame eu devo fazer: RT-PCR ou sorologia?

Os dois exames detectam a COVID-19, mas em situações diferentes. O teste sorológico é capaz de estudar se houve presença do vírus no organismo duas semanas atrás ou antes da infecção, ou seja, serve para entender se a pessoa já foi contaminada anteriormente, mas que, muitas vezes, pode já estar curada no atual momento. Já o RT-PCR serve para compreender se o paciente está com coronavírus neste momento e o exame é realizado por via nasal. Este é o exame considerado pela OMS como padrão-ouro para detectar a doença.

Tem mais dúvidas?

Clique aqui e assista ao Diálogo Saudável, vídeo em que a jornalista Mira Graçano entrevista o médico ao vivo, na página da Unimed Curitiba no Facebook e tire todas as suas dúvidas sobre o tema.

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