Prevenção ao suicídio: como reconhecer sinais de alerta e agir

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca

Duas pessoas de mãos dadas

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Doenças mentais não são frescura, nem estão relacionadas a um ideal de felicidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 12 mil pessoas tiram as suas vidas por ano no Brasil. No mundo, o número ultrapassa 1 milhão, caracterizando o suicídio como uma das principais causas de morte no mundo. Esse índice é alarmante e deve aumentar cada vez mais, de acordo com especialistas. Por isso, neste Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio, é importante saber mais sobre como podemos ajudar a salvar vidas. Para te mostrar como reconhecer sinais de alerta e reforçar a importância do apoio especializado, a Unimed Curitiba conversou com o médico cooperado especialista em psiquiatria, Gustavo Sehnem, e com a psicóloga do setor de Serviços Próprios da cooperativa, Jenima Prestes Vilches. Continue a leitura para conferir as dicas dos profissionais e saber como aplicá-las em seu dia a dia, até mesmo para oferecer ajuda a quem precisa.

Suicídio, entre quem?

Não há idade e nem padrão. Embora a maior incidência seja entre os jovens com idade entre 15 e 29 anos e em idosos com mais de 70 anos, os pensamentos suicidas podem afetar pessoas de todas as idades. “Além da idade, dados mostram que as mulheres acabam realizando mais tentativas de suicídio, mas apresentam menor número de sucesso no ato. As tentativas entre os homens são mais graves e a grande maioria tira, finalmente, a própria vida”, explica Gustavo Sehnem. Contudo, o especialista afirma que é importante ressaltar que não devemos nos limitar a esses dados para perceber em nossos familiares, colegas e amigos um potencial pedido de ajuda. “É essencial se manter atento independentemente da idade ou gênero dos que nos rodeiam e prestar atenção aos pequenos detalhes”, completa.

Os sinais de alerta são um pedido de socorro

“Muitas pessoas acham que o suicídio é o começo de uma situação, mas, na verdade, ele é o fim. Isso significa que houve um longo caminho até que uma pessoa tirasse a própria vida. Esse fato demonstra a importância de estarmos atentos ao nosso redor, pois as pessoas podem estar dando sinais a cada pouco e sequer percebemos, a não ser quando algo letal acontece”, relata a psicóloga. Entre os sinais de alerta perceptíveis, os especialistas ressaltam os principais, que se mostram entre pessoas que:

  • Dizem frequentemente frases como “a vida não tem mais sentido” e “estou atrapalhando as pessoas ao meu redor”
  • Mudaram de comportamento repentinamente, pararam de fazer algo que gostavam ou renunciaram a um hobby amado
  • Sofrem com doenças crônicas, que, em muitos casos, encontram no suicídio uma possibilidade de “alívio da dor”
  • Dizem que “está tudo bem” diante de muitas circunstâncias ruins, guardando apenas para ela todos os seus sentimentos

Também existem fatores de risco que podem potencializar o desejo por suicídio. Nesses casos, é importante manter o acompanhamento de pessoas que:

  • Tentaram suicídio pelo menos uma vez, mesmo que tenham se arrependido
  • Tem ou tiveram histórico de depressão, ansiedade, pânico e familiares que sofreram dessas doenças e/ou cometeram suicídio no passado
  • Fazem uso e abuso de substâncias e do álcool, pois podem tomar coragem em momentos de euforia para tentar suicídio

A banalização do apoio psicológico e psiquiátrico

Muitas pessoas acabam perdendo as suas vidas por não enxergarem a valorização dos seus sentimentos em seu núcleo familiar e de amigos. Isso acontece em círculos de pessoas que dizem ao paciente que “isso é frescura”, que “não é nada demais” ou “já vai passar”. Segundo a psicóloga Jenima, esse tipo de comportamento, além de afastar ainda mais a pessoa emocionalmente machucada, traz um sentimento de culpa para ela que pode acarretar a tentativa de acabar com a vida. “As doenças emocionais são doenças como todas as outras, que precisam ser tratadas da melhor forma possível com os profissionais certos. Quando se tem um problema do coração, você não consulta com um ortopedista – você recorre a um especialista em cardiologia. Da mesma forma, as complicações devem ser tratadas pelos profissionais preparados, que são os psicólogos e psiquiatras”, finaliza.

Detectei um sinal de alerta. Como posso ajudar essa pessoa?

É importante entender que o apoio entre familiares e amigos é de extrema importância e valor, mas não é o tratamento do paciente. Quando você reconhecer um sinal de alerta em um ente querido, amigo ou colega, antes de tudo, coloque-se à disposição para ouvir essa pessoa mentalmente adoecida. “Estudos mostram que as pessoas que dividem suas experiências com alguém que elas confiam têm ótimos resultados no tratamento. Por isso é muito importante você se prontificar para auxiliar essa pessoa e, acima de tudo, escutá-la quando ela se sentir à vontade para conversar”, afirma o médico cooperado. Nesse momento, ouça com atenção e profundidade, mostrando que você está ali presente naquele instante. Não fale sobre suas frustrações para essa pessoa, mas, sim, escute tudo que ela tem a dizer. “Não se esqueça que a conversa é uma mão estendida, mas não é o remédio para a complicação mental. Também é importante oferecer ajuda para buscar o apoio especializado, no qual essa pessoa machucada poderá realizar o seu devido tratamento”, finaliza a psicóloga da Unimed Curitiba.

A sua vida importa

A Unimed Curitiba reconhece a importância do cuidado com a saúde mental e estimula a atenção com o próximo. Confira a peça que a cooperativa divulgou nesta sexta-feira, dia 10 de setembro, em homenagem ao setembro amarelo.

Quer ouvir mais desses especialistas?

Acesse o site da rádio CBN Curitiba e ouça os dois blocos da conversa com o psiquiatra e a psicóloga na íntegra.

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