Torne-se um doador de medula óssea e salve vidas

Unimed Curitiba – Conteúdo de Marca

Médico em sala de cirurgia realizando um transplante de medula óssea

*Leitura estimada de 6 minutos

 

A doação de medula óssea pode auxiliar no tratamento de cerca de 80 doenças, como leucemia, o linfoma, síndromes de imunodeficiência congênita e muitas outras que comprometem a produção de células sanguíneas em diferentes estágios. O melhor disso tudo é que um único doador pode salvar a vida de milhares de pessoas! Para te mostrar como o transplante é feito e como se tornar um doador voluntário, a Unimed Curitiba conversou com a médica cooperada Ana Luiza de Melo Rodrigues, especialista em oncologia pediátrica e transplante de medula óssea e mestre em Biotecnologia Aplicada a Saúde da Criança e do Adolescente.

A medula é um tecido líquido gelatinoso localizado dentro dos ossos. Quando ela falha, a produção de células do sangue fica prejudicada e o paciente precisa de transplante para continuar vivendo. As pessoas que necessitam de transplante são aquelas que fazem tratamento para doenças hematológicas. “Tem indicações clássicas, que são muito conhecidas, as leucemias que não respondem bem ao tratamento, mas outras doenças raras relacionadas à imunidade ou aqueles que comprometem o desenvolvimento neurológico, por exemplo”, afirma a médica.

No Brasil, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) é responsável pelo cadastro de pessoas interessadas em se tornar um doador voluntário. Atualmente, nosso país é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea no mundo, com mais de 5 milhões de doadores cadastrados. Parece ótimo e é. No entanto, ainda não é o suficiente. “A chance de um irmão, de mesmo pai e mesma mãe, ser 100% compatível (que seria o doador ideal) é de 1 em cada 4 e a diminuição do número de filhos nas famílias brasileiras tornou essa opção ainda mais rara”, explica.

Para 75% dos pacientes, é necessário ir em busca de um doador alternativo, que pode surgir a partir de registros de doadores voluntários e de bancos públicos de sangue de cordão umbilical. Neste cenário, a probabilidade de encontrar um doador compatível é de 1 para cem mil. No entanto, por conta da alta diversidade genética da população brasileira, as chances diminuem em até 10 vezes para alguns pacientes. Há ainda a possibilidade de realizar o transplante com familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos). Além disso, por conta da pandemia causada pela COVID-19, o REDOME registrou uma queda de 30% nos números de transplantes.

“Hoje, só o REDOME conta com a média de 850 pacientes em busca de um doador não aparentado. Nesse sentido, não é preciso ser bom em matemática para perceber que a conta não fecha. É preciso conscientizar e estimular a população a se cadastrar para a doação”, esclarece.

 

Como se tornar um doador?

Para se tornar um doador de medula óssea, basta visitar o hemocentro mais próximo da sua região que realize cadastro no REDOME, lá podem ser solicitadas também mais explicações sobre o cadastro e a doação de medula óssea.

O doador deve possuir de 18 a 35 anos na data do cadastro (os cadastrados permanecem no banco de doadores até os 60 anos), ser saudável, não possuir câncer, doença infecciosa transmissível pelo sangue, hematológica ou autoimune.

Além de levar um documento de identidade original, no momento do cadastro será necessário retirar uma pequena amostra de sangue para avaliar a compatibilidade com os pacientes cadastrados.

Depois, é só aguardar. Caso seja identificada a compatibilidade para um transplante, você será notificado. O contato pode ocorrer até a idade máxima definida para a doação. Além disso, o mesmo doador pode doar mais de uma vez, devido à renovação celular que ocorre de 21 a 30 dias.

“Ao notar que você tem medula compatível a de uma pessoa que precisa de transplante, você receberá o contato, pois isso não significa que você é obrigado a doar sua medula. Nesse contato, você será perguntado se ainda tem interesse em doar e, somente após o seu ok, será programado o procedimento”, explica. Além disso, se ainda houver a intenção de seguir, o doador fará um check-up e será selecionado se tiver boas condições de saúde, sem contraindicações à realização dos procedimentos.

Salve vidas! Torne-se um doador! Você beneficiará diversos pacientes, que serão tratados ou mesmo curados com o transplante de medula óssea.

Se você tem dúvidas sobre como é feita a doação, quem pode doar e deseja saber outras informações sobre o tema, confira o informativo especial elaborado pela Unimed Curitiba.

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