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24,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola

Uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação) é universalizar o acesso à escola para adolescentes entre 15 e 17 anos..

Metro Jornal Curitiba - 23 de abril de 2018, 08:13

Uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação) é universalizar o acesso à escola para adolescentes entre 15 e 17 anos. Em Curitiba, porém, as matrículas atingem

apenas 75,2% dessa população, deixando 20.266 deles (ou 24,8%), sem acesso ao ambiente escolar.

“Esse número causa muita preocupação ao pensar no direito de acesso do jovem ao ensino obrigatório”, avalia a pedagoga Andréa Barbosa Gouveia, integrante do Nupe (Núcleo de Políticas Educacionais) da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Os dados são do Diagnóstico Social da Infância e Juventude de Curitiba, lançado na semana passada pela Prefeitura. O relatório foi elaborado ao longo de 2016 e 2017 com o objetivo de traçar um retrato da realidade das crianças e adolescentes da capital. Foram ouvidos 1,2 mil adolescentes e jovens e mais de 800 pais ou responsáveis.

Segundo a especialista da UFPR, é preciso avaliar questões estruturais para melhorar os índices de jovens na escola. Uma sugestão seria ampliar a oferta de vagas nos bairros em que os estudantes moram, outra é ampliar a disponibilidade de turnos de estudo.

“Por um lado há a falta objetiva de vagas que contemplem esses jovens. Por outro lado, faltam políticas de permanência que deem conta de outros aspectos para que esses jovens permaneçam na escola”, explica Andréa.

Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em média, 7% dos alunos das escolas públicas estaduais do Brasil abandonaram as escolas em 2016.

Longo prazo

A presidente do Comtiba (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Claudia Estorílio desta a importância do estudo, inédito. “Curitiba nunca teve um diagnóstico da realidade da infância e adolescência e a partir dele poderá desenvolver políticas públicas”.

O conselho foi um dos órgãos responsáveis pela organização do estudo e compilação dos dados. Para ela, os resultados poderão ser aplicados a longo prazo e usados, inclusive, na definição da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) nos próximos anos.