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Atrito entre equipes de transição traz incertezas para a Oficina de Música

Com Metro Jornal CuritibaA 17 dias para o início da Oficina de Música, a realização do evento ainda enfrenta incertezas...

Fernando Garcel - 20 de dezembro de 2016, 13:41

Com Metro Jornal Curitiba

A 17 dias para o início da Oficina de Música, a realização do evento ainda enfrenta incertezas. A situação começou no início do mês, quando o prefeito eleito, Rafael Greca (PMN), protocolou junto à prefeitura de Curitiba e à Fundação Cultural um pedido de suspensão da 35º edição do evento, afirmando que as prioridades do orçamento da prefeitura seriam saúde, segurança e educação. O atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT), mantém decisão de continuar com a programação da 35º edição da Oficina de Música.

Greca e Fruet divergem sobre a realização da Oficina de Música de Curitiba

Segundo a Fundação Cultural de Curitiba, a gestão atual da prefeitura tem se reunido com o grupo de transição para procurar uma melhor saída, e a decisão continua sendo a de manter a programação do evento, que acontece de 7 a 29 de janeiro. A prefeitura também confirma o repasse da 1º parcela do orçamento previsto para a Oficina, que é de R$420 mil. O restante, que soma R$880 mil, está previsto para ser pago em janeiro de 2017.

A FCC ainda frisou que o cancelamento da oficina traria prejuízos jurídicos, logísticos e de imagem para a cidade, além de danos para a cultura.

Por meio de nota, Greca afirmou que a ideia é que a edição aconteça em outro momento do ano, e que a gestão atual sabia que esse era um ano eleitoral com possibilidade de mudanças. “Com esse cenário, a atual gestão do Icac tinha que ter revisto o contrato e suspender o evento, e não ficar na dependência de um suposto acordo”, afirmando ainda que o Icac – que executa algumas das políticas da cidade na área de cultural – deveria “ter sido mais cuidadoso antes de ter convidados professores nacionais e de outros países. Isto é crime passível de responsabilização prevista em lei”, disse o prefeito eleito ao citar a situação financeira do município.

Greca promete anunciar todo o secretariado na quarta-feira

A verba total, de R$1,7 milhão, garantida para o evento está prevista em contrato com a prefeitura. O orçamento deste ano já estava encolhido. O contrato prevê pagamento total de R$2,06 milhões para o festival. Greca, apesar de afirmar que se houver recurso provisionado realizará a Oficina de Música, acrescentou que é preciso escolher entre a saúde e a música, e que, neste momento, ele opta pela saúde.

Repercussão

Entre artistas, professores e músicos, a possibilidade de não acontecer a Oficina em janeiro preocupa. Um dos que manifestaram preocupação foi o maestro Sérgio Albach, regente da Orquestra à Base de Sopro, que participa todo ano do evento. “A Oficina de Música tem uma grande importância por ser um evento com custo relativamente baixo para seu tamanho. Já é uma tradição, as pessoas querem participar por saberem o que significa,” comentou o artista.

A edição deste ano prevê a oferta de 90 cursos, com mais de 120 convidados estrangeiros. O número de escritos fechou em 1163.