Grande Curitiba e Litoral
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Curitiba pode ter atendimento veterinário gratuito

Um proposta encaminhada na semana passada para a prefeitura pela vereadora Fabiane Rosa (PSDC) sugere que Curitiba ofere..

Mariana Ohde - 25 de janeiro de 2017, 07:52

Um proposta encaminhada na semana passada para a prefeitura pela vereadora Fabiane Rosa (PSDC) sugere que Curitiba ofereça atendimento veterinário gratuito em centros de atendimento, hospitais, clínicas ou através de convênios. Segundo a vereadora, seria uma medida de prevenção. “Queremos que as pessoas tenham condições de levar seus animais a clinicas com atendimento gratuito quando houver essa necessidade e, dessa forma, acabar com o abandono por falta de recursos financeiros para atender seus animais adoentados”, justificou.

Fabiane explica que o atendimento veterinário gratuito foi um compromisso de campanha do prefeito Rafael Greca (PMN). “Teremos o apoio do prefeito nesse pedido. Ele sabe da necessidade da cidade ter um atendimento voltado aos animais. O prefeito Rafael Greca é sensível à nossa causa, contamos com o apoio e a ajuda dele”.

A justificativa do texto explica: "Os últimos dados do IBGE constatam o crescimento da população de animais de estimação ( em torno de 70 milhões ), superando o número de crianças ( em torno de 45 milhões ) em todo país. Cabe ao Poder público tomar medidas fundamentais ao bem estar animal, porque com o aumento de animais, aumenta o abandono e a necessidade de politicas publicas eficientes. O atendimento veterinário gratuito será importante entre essas políticas".

Fabiane Rosa defendeu a causa animal durante as eleições e foi eleita com 7.321 votos.

Fogos de artifício

No início de janeiro, a vereadora também apresentou um projeto de lei que prevê a proibição de fogos de artifício e shows pirotécnicos na capital. O texto proíbe a prática em recintos fechados e em ambiente aberto, em áreas públicas ou privada de todo o município. A justificativa do projeto são os danos causados aos animais domésticos e selvagens, além do incômodo para as pessoas internadas em hospitais e clínicas.

“Há relatos sobre grandes bandos de aves que perdem a referência com os estouros dos artefatos pirotécnicos. E até mesmo com as luzes emitidas durante os espetáculos, que tem se caracterizado por implementos excessivos e cada vez mais agressivos e em locais inadequados. Os animais domésticos chegam a óbito por sustos e medo desenvolvido pela ação descabida e sem limite da população humana.  Temos que lembrar que a audição dos cães e gatos é extremamente sensível”, diz o texto.

A vereadora também argumenta que se o artefato explodir próximo a um cão pode ocorrer dano físico ao timpano comrometendo a audição, além do prejuízo psicológico. “Desta forma instala-se um quadro de fobia que pode, inclusive, resultar em um quadro sintomático de ansiedade, tremores, taquicardia (aumento da frequência cardíaca), vocalização excessiva (chorar, ladrar, latir) e até mesmo óbito em casos extremos. Na tentativa de fugir do incômodo e do medo causados pelos estrondos muitos cães e gatos se perdem de seus lares e tutores".