Grande Curitiba e Litoral
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Delegada alerta que ataque com injeção de sangue não é caso isolado

A delegada titular do 2º Distrito da Polícia Civil, Araci Vargas, afirmou que o caso da jovem de 18 anos, que foi atacad..

Andreza Rossini - 21 de dezembro de 2016, 16:35

A delegada titular do 2º Distrito da Polícia Civil, Araci Vargas, afirmou que o caso da jovem de 18 anos, que foi atacada com uma injeção de sangue em uma estação tubo de Curitiba, na noite do último domingo (18), não é único e que outras pessoas já foram vítimas do mesmo crime.

"Nesse momento não temos outros casos em investigação na polícia. São histórias que sempre estão na mídia, os policiais contam, coisas que nós revemos, que voltam a acontecer, sempre existem essas informações ", disse.

Em outubro deste ano, oito pessoas foram atacadas nas ruas de Salvador com agulhas infectadas de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia. Um suspeito foi detido e liberado em seguida. Em agosto duas mulheres relataram o mesmo ataque em São Paulo.

Segundo Araci, quem presenciar ou for vítima de um ataque como esse deve tentar segurar o suspeito. "A população deve agir do mesmo jeito caso o criminoso fosse um ladrão de celular. Segura até a chegada da polícia", afirmou. "É preciso que todo mundo fique em alerta, tanto no sentido de não se fazer vítima quanto para ajudar outra pessoa", complementou.

De acordo com o advogado Klyvellan Abdala, a atitude se enquadra como crime. “Lesão corporal, constrangimento ilegal e se tiver infectado com alguma doença pode se enquadrar em tentativa de homicídio."

Vítima de Curitiba 

A jovem atacada na capital já realizou os exames necessários no Instituto Médico Legal (IML), que constatou a lesão. "Pedimos também a coleta da amostra de sangue. Caso apareça algum suspeito vamos fazer um exame para comparar com a amostra que temos", afirmou a delegada. O vestido utilizado pela vítima no dia do crime estava sujo de sangue e foi apreendido. Ela está tomando coquetel de remédios para evitar doenças como Aids e Hepatite.

De acordo com Araci, os policiais vão analisar as imagens da estação tubo, da praça onde ocorreu o caso e dos comércios próximos ao local para identificar o homem. Também deve ser produzido um retrato-falado do suspeito.

Jhenifer conseguiu guardar algumas características do homem que a atacou – ele é magro, moreno e usava camiseta rosa e boné no dia do crime, segundo ela. Quando percebeu o que tinha acontecido, a jovem relata que ficou desesperada. “Eu já imaginava , tanto que gritei ‘por que você me furou?'”, lembra.