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Dois blocos partidários devem indicar composição da nova mesa executiva da Câmara

Repórter Cristina Cesiuk-Rádio CBN CuritibaJá estão informalmente acordados os blocos partidários que devem indicar os n..

Julie Gelenski - 31 de dezembro de 2016, 18:13

Repórter Cristina Cesiuk-Rádio CBN Curitiba

Já estão informalmente acordados os blocos partidários que devem indicar os nomes para a eleição da mesa executiva da Câmara, marcada para a tarde desta segunda-feira (02). São dois grupos, que envolvem 34 vereadores de 16 dos partidos com cadeiras no legislativo. PT, PMDB e PR ficaram de fora das composições e podem formar oposição na casa.

O regimento interno da Câmara prevê que a eleição do comando da casa é realizada através de blocos partidários e, por isso, já aconteceram reuniões entre os parlamentares, ainda na semana passada.

Das conversas saíram dois blocos: o maior conta com 24 vereadores de oito partidos: PSDB, PSB, Democratas, PTN e Solidariedade (que apoiaram Greca no segundo turno) além de PSC, PSD e do PDT (sigla do ex-prefeito Gustavo Fruet e que tem a maior bancada da legislatura que toma posse agora em 2017).

Esse grupo, conforme a proporcionalidade, vai indicar cinco vereadores para compor a mesa executiva, que tem sete cargos. Devem ser: o tucano Serginho do Posto, para a presidência, Bruno Pessuti (PSD) e Mauro Inácio (PSB), como primeiro e segundo secretários; ainda Toninho da Farmácia (PDT) e Julieta Reis (DEM), em postos a serem definidos.

O outro bloco pré-formado conta com dez vereadores dos partidos PPS, PV, PROS, PTB, PSDC, PRB e PRP. Esse grupo tem direito a indicar os outros dois nomes para a mesa. Devem ser Tico Kuzma (PROS) e Cristiano Santos (PV).

Esse bloco pode sair ainda o líder do prefeito. O nome deve ser o de Pier Petruziello (PTB).

Nas negociações, três partidos ficaram de fora: PT, PMDB e PR. As siglas têm no total quatro parlamentares e podem vir a formar um bloco de oposição, mas que não impactaria na eleição da mesa, já que não alcança representatividade necessária para garantir o direito de indicar componentes.

Apesar dos nomes já discutidos, o regimento prevê a possibilidade de apresentação das chamadas candidaturas avulsas. Ou seja, vereadores que compõem os blocos podem se colocar como nomes para a mesa, independentemente das indicações; com isso podem haver mudanças nas composições.

Das reuniões, saiu ainda um acordo para que os blocos partidários fossem protocolados na Câmara no máximo até o meio-dia da segunda-feira (02).

As atividades administrativas no legislativo serão retomadas durante a manhã, e às 14h acontece a eleição da mesa. Já as sessões plenárias só recomeçam em fevereiro.