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Em seis meses, Casa da Mulher atende três mil vítimas de violência

Tabata Viapiana, CBN Curitiba Em seis meses de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira já atendeu mais de três mil mu..

Narley Resende - 29 de dezembro de 2016, 11:19

Tabata Viapiana, CBN Curitiba

Em seis meses de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira já atendeu mais de três mil mulheres vítimas de violência – é uma média de 20 atendimentos por dia desde a abertura do espaço, em junho deste ano.

A Casa da Mulher Brasileira abriu as portas no dia 15 de junho. O espaço, que foi inaugurado com mais de um ano de atraso, reúne serviços públicos – municipais e estaduais – voltados às mulheres em situação de violência.

Ali, a vítima é atendida pelo serviço psicossocial para os devidos encaminhamentos, seja para o Juizado, Defensoria ou Ministério Público, dependendo do caso. Serviços de apoio, como Patrulha Maria da Penha, assistência social, psicológica e de educadores completam a estrutura, instalada ao lado do Terminal do Cabral, na Avenida Paraná, número 870.

Em seis meses de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira já realizou mais de cinco mil e setecentos encaminhamentos, com atendimento de mais de três mil e setecentas vítimas de violência – uma média de 20 mulheres atendidas por dia. O balanço é positivo, afirmou a secretária da Mulher, Roseli Isidoro.

Casa da Mulher Brasileira"Já foram realizados 5,7 mil encaminhamentos. Mais de 3,8 mil mulheres que já passaram pela Casa da Mulher Brasileira. Tínhamos previsto uma média de 18 a 20 mulheres sendo atendidas por dia na Casa. O salto é positivo na medida em que a Casa está servindo como estimulador para as mulheres denunciarem as violências", avalia.

Na Casa, a mulher encontra serviços especializados que, juntos, completam um ciclo de atendimento. Em casos extremos, em que se comprove que a mulher corre risco de morte, o espaço oferece acolhimento de passagem, por até 48 horas, enquanto os serviços integrados agilizam o processo para que ela volte pra casa o mais rápido possível, sem a presença do agressor.

O perfil das vítimas atendidas, segundo a secretária, é variado e abrange todas as camadas sociais e as mais diversas faixas etárias.

"A violência se confirma presente em todas as classes sociais, com todos os perfis. Já tivemos aqui profissionais liberais, autônomas, mulheres independentes financeiramente, com escolaridade de nível superior", ressalta.

A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas, inclusive aos sábados, domingo e feriados.