Grande Curitiba e Litoral
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Empresa não paga 13º e transporte pode parar

Uma das 10 empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba não honrou, até as 17h desta terça-feita, com o pagamen..

Roger Pereira - 20 de dezembro de 2016, 17:31

Uma das 10 empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba não honrou, até as 17h desta terça-feita, com o pagamento do 13o. salário de motoristas e cobradores, o que pode gerar a paralisação da prestação do serviço pelos funcionários desta empresa, conforme prevê o indicativo de greve aprovado pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).

“A maioria das empresas conseguiu pagar hoje o 13o. e o vale. Temos duas empresas com pendência no vale e uma que não honrou o 13o.. Para esse caso do 13o., temos uma posição muito clara do nosso indicativo de greve. Se a questão não for resolvida até a meia-noite, paralisaremos as atividades”, informou o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira. Segundo o presidente, a empresa que ainda não quitou sua dívida com os trabalhadores é a filial da Autoviação São José dos Pinhais, que opera linhas no Hauer e no Boqueirão.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), não confirmou a informação sobre o atraso no pagamento do 13o. por parte de uma de suas filiadas, informando que ainda fará um balanço da situação de cada empresa no final do dia. O sindicato atribui a dificuldade das empresas em honrar seus compromissos com os funcionários ao atraso dos repasses por parte da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs). “Hoje, dia do pagamento do vale e da segunda parcela do 13º salário, a Urbs deveria repassar R$ 4,6 milhões às empresas, mas só transferiu R$ 850 mil. O órgão gestor deve, portanto, R$ 3,8 milhões, referentes ao serviço já prestado nos dias 14, 15, 16, 17 e 18”, diz nota do Setransp.

Também em nota, a Urbs admitiu o atraso nos repasses e comprometeu-se a iniciar nesta quarta-feira a regularização das parcelas devidas. “O atraso ocorreu devido à falta de recursos em caixa provocada pela redução nas vendas de crédito transporte, o que está diretamente ligado aos índices de desemprego. Outra importante questão que se reflete no fluxo de caixa é o prazo de cinco anos para validade dos créditos, medida adotada a partir de 2014. Com isso, ainda há passageiros utilizando passagens compradas a R$ 2,60, R$ 2,70, etc”, argumenta a autarquia.