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Fotógrafa paulista explora o Rio Paraná e lança livro em Curitiba

Com Metro Jornal CuritibaEm seu primeiro livro como autora e quinto como fotógrafa, a paulista Mariana Carneiro explora ..

Redação - 01 de dezembro de 2016, 11:53

Com Metro Jornal Curitiba

Em seu primeiro livro como autora e quinto como fotógrafa, a paulista Mariana Carneiro explora trecho de 317 quilômetros de extensão do Rio Paraná, entre a Barragem Primavera e o município de Guaíra, no oeste paranaense. A obra será lançada em Curitiba nesta quinta-feira (1º), às 19h, nas Livrarias Curitiba do Shopping Barigui.

De acordo com a autora, o projeto durou, ao todo, um ano. Entretanto, para percorrer o trecho em questão, foram apenas três dias. A fotógrafa destaca, também, que foi possível ter um contato bem próximo com os ribeirinhos. “Eles não vivem mais de pesca. O rio é a vida deles, é como sobrevivem, mas a pesca se tornou inviável”, conta.

Ela explica que o rio está aparentemente intocado, mas por conta de pequenas ações do homem e da prática da pesca sem maior controle, o rio se tornou escasso em peixes e os ribeirinhos procuram outro meio de sobreviver, principalmente através do artesanato.

As fotos presentes no livro procuram retratar o potencial turístico e de preservação da região. De acordo com Mariana, as águas estavam com visibilidade média de até sete metros de profundidade quando esteve por lá. “É um lugar paradisíaco. As pessoas deveriam procurar mais e conhecer. A areia é branca como se fosse realmente uma praia”, conta.

A fotógrafa conta que os bancos de areia se formaram por conta da construção de hidrelétricas que diminuíram um pouco a vazão do rio. Por isso, diversos trechos apresentam condições próprias para banho. Segundo ela, aparentemente o local permanece extremamente preservado, mas pequenas mudanças observadas pelos ribeirinhos ao longo dos anos mostram que a ação do homem pode chegar muito mais longe do que imaginamos. Um exemplo disso é o Paredão das Araras, perto do distrito de Porto Camargo. De acordo com a fotógrafa, as aves migraram do local por razões ainda desconhecidas, mas que provavelmente se devem ao desequilíbrio do ecossistema naquela região.