Grande Curitiba e Litoral
Compartilhar

Garibaldis e Sacis desfila sem carro de som após proibição da prefeitura

O Desfile do Bloco Garibaldis e Sacis – Vai à Praia, desfilhou neste sábado (04) na Rua Saldanha Marinho, no Centro. O d..

Narley Resende - 04 de fevereiro de 2017, 10:25

O Desfile do Bloco Garibaldis e Sacis – Vai à Praia, desfilhou neste sábado (04) na Rua Saldanha Marinho, no Centro. O desfile foi indeferido pela Comissão Permanente de Análise de Grandes Eventos (Cage) da Prefeitura de Curitiba. Apesar disso, o grupo não deixou de ir às ruas, mesmo que sem um carro de som.

A jornalista Anaterra Viana, da Comunicação do Bloco Garibaldis & Sacis, afirma que o grupo não irá recuar. "O garibaldis e sacis tem 18 anos e a gente já passou por muita coisa. Nunca vamos deixar de levar nossa alegria por aí, mesmo o poder público tentando nos barrar".

Na página oficial do Garibaldis & Sacis no Facebook, o cancelamento do evento não foi anunciado até às 10h30 deste sábado. A organização não confirmou oficialmente se deixará de desfilar na rua, mesmo que sem o aparato do evento "Vai à Praia", que contaria com carro de som, apelidado de 'Pipoqueira'.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, o parecer da comissão aponta que não foi respeitado o prazo mínimo para protocolo da solicitação, que "não foi possível averiguar a documentação necessária".

A prefeitura afirma que o local não é adequado para realização do evento, que causaria interferência com o público que frequenta bares da região. "Principalmente pela possível interferência entre o público que estaria presente e os frequentadores dos bares da região do Largo da Ordem, impossibilitando condições mínimas de segurança", diz a nota publicada no site oficial da prefeitura.

Pré-carnaval na Marechal

Por enquanto, o desfile principal do Bloco Garibaldis & Sacis no pré-carnaval continua marcado para o dia 12 de fevereiro, na Rua Marechal Deodoro.

Já o Carnaval Eletrônico de Curitiba, que estava marcado para domingo (5), na Rua Marechal Deodoro, foi cancelado. O evento também não conseguiu o licenciamento por falta de documentos exigidos pela Comissão Permanente de Análise de Grandes Eventos (Cage), segundo a prefeitura. Na página do evento no Facebook, cerca de 27 mil pessoas já haviam confirmado presença até a manhã de sexta-feira (3).

Durante a reunião que aprovaria o evento, realizada na quinta-feira (2), foi verificada a falta da liberação do Corpo de Bombeiros e a indicação de responsável técnico para a montagem da estrutura, entre outros documentos. Mas, segundo o advogado dos organizadores, Marcelo Molinari, o jogo foi um dos principais motivos do cancelamento. No mesmo dia e horário, o estádio Couto Pereira recebe o clássico entre Paraná Clube e Coritiba, outro evento de grande porte.

“São locais próximos, o Couto Pereira e a Marechal Deodoro. Em tratativas, foi decidido não fazer o evento por medidas de segurança. São dois grandes eventos que seriam no mesmo dia e horário”, conta. “O cancelamento se deu única e exclusivamente por questão de segurança. Estamos vendo com os órgãos uma nova data”.

De acordo com Molionari, o Carnaval Eletrônico ainda pode ser realizado, mas em local privado. “A gente está tentando viabilizar um outro local, um local privado e não em rua pública, para fazermos, talvez, no dia 19”, conta.

Ainda segundo o advogado, o pré-carnaval, com os blocos Garibaldis e Sacis e Monobloco, está confirmado para o dia 12 de fevereiro. Tudo está sendo realizado com a iniciativa privada, a prefeitura de Curitiba já havia anunciado que não apoiaria nenhum dos eventos do pré-carnaval deste ano.

Apoio

No ano passado, com público recorde, o Carnaval Eletrônico de Curitiba teve mais de 70 mil participantes. Em 2016, para a realização de todos os eventos, a gestão passada investiu R$ 200 mil, destinados principalmente à infraestrutura.

Para completar o recurso necessário para a festa, a Fundação Cultural de Curitiba conseguiu patrocínios no valor aproximado de R$ 500 mil, destinados à produção dos eventos, ao pagamento dos cachês dos artistas, segurança entre outros. Na ocasião, a verba também serviu para a infraestrutura do Curitiba Rock Carnival e a Zombie Walk. Sobre esses últimos, a atual gestão ainda não se manifestou.