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Médico responsável por laudo de Renata Muggiati é afastado

Em uma audiência de instrução que se estendeu por toda a tarde e começo da noite de ontem (12), foram ouvidas dez testem..

Metro Jornal Curitiba - 13 de abril de 2018, 07:46

Foto: Reprodução
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Em uma audiência de instrução que se estendeu por toda a tarde e começo da noite de ontem (12), foram ouvidas dez testemunhas do caso Renata Muggiati. Em setembro de 2015, a fisioculturista caiu do 31º andar de um prédio no Centro de Curitiba. O médico Raphael Suss Marques, namorado de Renata à época, é acusado de homicídio triplamente qualificado no caso.

Na audiência, foram ouvidas nove testemunhas de defesa e uma de acusação. Um dos depoimentos mais aguardados era o da delegada Aline Manzatto, da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa), responsável pela investigação de um dos laudos da morte de Renata, elaborado pelo médico-legista Daniel Colman.

Um primeiro exame do IML (Instituto Médico Legal) indicava que ela havia sido asfixiada pelo namorado antes da queda. No entanto, a análise de Colman afirmava que ela não havia sido asfixiada e Marques foi solto. A investigação concluiu que a perícia de Colman era falsa e a Direção da Polícia Científica do Paraná vai afastá-lo de suas funções no IML.

O restante das testemunhas do caso devem ser ouvidas no dia 16 de maio, assim como o réu. Em seguida, o Juizado da Violência Doméstica, responsável pelo caso de feminicídio, deverá decidir se o caso deve ir a júri popular.

“A audiência de hoje inaugura um novo capítulo no caso”, afirma Claudio Dalledone Junior, advogado da família de Renata. “ nos dá a certeza de que o que houve ali foi um homicídio, não suicídio”.

O advogado da defesa, Edson Vieira Abdala, preferiu não se pronunciar.

Em 2016, Raphael Suss Marques foi acusado de agressão por uma ex-namorada e, em maio, condenado a quatro meses e cinco dias de prisão. Em agosto, recebeu um habeas corpus e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Indiciamento

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) confirmou que Colman foi indiciado por falsa perícia. Em nota, a Sesp disse que não pode repassar maiores detalhes sobre o crime, porque o caso corre em segredo de justiça.