Grande Curitiba e Litoral
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Passageiros podem carregar cartão transporte por R$ 3,70 até domingo

A tarifa do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana será reajustada e passará a R$ 4,25 a partir de zero ..

Andreza Rossini - 03 de fevereiro de 2017, 15:28

A tarifa do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana será reajustada e passará a R$ 4,25 a partir de zero hora da próxima segunda-feira (6), de acordo com o anúncio da prefeitura da capital, feito na tarde desta sexta-feira (3).

O valor atual da tarifa é de R$ 3,70, o reajuste representa alta de R$ 0,55 nas passagens. A tarifa paga pelos passageiros foi reajustada em quase 15%, a inflação oficial acumulada em 2016 foi de 6,29%.

A medida também extinguiu o valor promocional das passagens aos domingos, que agora será o mesmo dos dias úteis.

A tarifa do Circular Centro será de R$ 3 e o da Linha Turismo de R$ 45. Quem carregar o cartão transporte até domingo (5) paga o valor de R$ 3,70 por passagem na recarga, que pode ser feita pela internet, no site da Urbs.

Um dos itens que impacta o valor é o reajuste salarial dos motoristas e cobradores que, neste ano, deve ser de 15% - conforme solicitado pelo sindicato dos trabalhadores - e começa a ser aplicado neste mês.

“A decisão foi técnica e não demagógica para evitar a continuidade do sucateamento do transporte público”, disse o presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), José Antonio Andreguetto. “A tarifa hoje não cobre os custos do sistema e isso provocou transtornos aos passageiros, que sofriam com as constantes paralisações de motoristas e cobradores em função do atraso nos repasses financeiros pelas empresas.” Além disso, disse Andreguetto, boa parte da frota de ônibus está vencida. “Os investimentos precisam urgentemente ser retomados.”

No início da semana o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp) pediu que o novo valor da tarifa técnica fosse de R$ 4,57, alegando desequilíbrio econômico-financeiro no sistema de transporte. A tarifa técnica é o valor total da passagem e leva em conta o subsídio da prefeitura e do governo do estado, mais o que é pago pelo usuário. O reajuste seria para março.

Em seguida o prefeito Rafael Greca (PMN) afirmou que a passagem iria subir, mas que não deixaria chegar ao valor inicialmente solicitado pelas empresas e o sindicato que representa as empresas de ônibus recuaram e alegaram que a tarifa técnica ideal ainda não estava definida.

O novo valor da tarifa técnica, contando com os subsídios, não foi divulgada pela prefeitura. Greca já havia afirmado que não seria possível subsidiar o transporte. "São Paulo não conseguiu isso. O rico governador de São Paulo queria colocar 15 bilhões no transporte para manter o preço congelado e a Justiça negou. Temos que ter uma visão realista. Não dá pra sair dizendo que as coisas não estão difíceis. Estão difíceis", assume.

Medidas amargas

Durante coletiva de imprensa convocada pelo prefeito Rafael Greca (PMN)  para apontar as contas da prefeitura municipal, Greca afirmou que devido aos R$ 1,2 bilhões em dívidas – supostamente deixadas pela gestão anterior – a administração municipal vai precisar tomar medidas amargas, entre elas o corte no subsídio do transporte público.

Por meio de nota a Setransp informou que o atual reajuste não interfere nos valores recebidos pelas empresas. "O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) informa que a elevação da tarifa social para R$ 4,25, anunciada há pouco, não altera a remuneração das empresas, que continuam recebendo R$ 3,6653 por passageiro pagante. A data-base para o reajuste da tarifa técnica é 26 de fevereiro."

Promessas

Ao anunciar a alta na tarifa, a prefeitura prometeu renovar a frota de ônibus que anda com "o prazo de validade vencido" e instalar a linha "Ligeirão - Santa Cândida/ Capão Raso, com a compra de 24 novos ônibus biarticulados. para atender a esta demanda.

Até julho, a Urbs e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) pretendem reintegrar outras linhas que foram interrompidas ou mudadas depois da desintegração do Sistema Metropolitano de Transporte. A primeira linha retomada foi a Colombo-CIC, em janeiro. Estão em estudos a entrada da linha Araucária dentro do terminal CIC e a Boqueirão-São José dos Pinhais.