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Uma viagem para o Paraná de dois milênios atrás

Metro Jornal Curitiba Fazer um passeio pelo Museu Paranaense, a partir de hoje, significa dar uma espiada em como eram o..

Narley Resende - 24 de janeiro de 2017, 09:03

Metro Jornal Curitiba

Fazer um passeio pelo Museu Paranaense, a partir de hoje, significa dar uma espiada em como eram os paranaenses há dois milênios. A mágica – que na verdade é fruto de muito trabalho científico – acontece na exposição ‘Gufan, o paranaense de dois mil anos’, que tem abertura às 17h.

A mostra – fruto de uma parceria entre o Museu Paranaense, o designer Cícero Moraes e a Beenoculus, empresa curitibana especializada em realidade virtual – traz a reconstituição, em três dimensões, do corpo de Gufan, que viveu na região de Prudentópolis.

“Ele fazia parte de uma aldeia que chamamos de Proto-Jê, ancestral de grupos indígenas que existem até hoje”, explica Cláudia Ines Parellada, pesquisadora do Museu.

Imersão em 3D

A mesma área onde Gufan foi encontrado, nos anos 1950, foi habitada por outras duas populações diferentes – uma há cinco mil anos e outra há apenas 300. A civilização de Gufan sobrevivia por meio do plantio de milho, feijão e abóbora, além de realizar a caça de animais, a pesca e a coleta de frutas.

Além dele foram encontrados outros oito sepultamentos. “Os vestígios de Gufan eram os que estavam em melhor estado, o que propiciou que fizéssemos essa reconstituição”, conta Cláudia.

Na abertura da mostra está programada uma palestra com o designer Cícero Moraes, em que o público poderá utilizar óculos 3D para entrar em um ambiente de imersão. “É como se o Gufan estivesse na sua frente e você pudesse tocar nele”, conta Cláudia.

A tecnologia estará disponível nos outros dias para os visitantes que tiverem smartphones.

No Museu Paranaense

Abertura hoje, às 17h

Entrada franca