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Agressões motivam mudanças em UPAs

Metro Jornal Curitiba A prefeitura de Curitiba prepara uma série de ações para tentar conter os problemas de agre..

Narley Resende - 29 de maio de 2017, 08:05

Metro Jornal Curitiba

A prefeitura de Curitiba prepara uma série de ações para tentar conter os problemas de agressões contra funcionários públicos, especialmente nos postos de saú- de. Segundo a prefeitura, foram, até maio, 24 servidores agredidos fisicamente, além dos que foram xingados enquanto trabalhavam.

O secretário de Defesa Social, Algacir Mikalovski, afirmou na última semana em audiência na Câmara Municipal, que os guardas já estão sendo recebendo novo treinamento, especialmente para humanizar os atendimentos.

“Temos que treinar as pessoas a não serem propagadoras da violência. Quem procura as unidades de saúde muitas vezes está em uma situação psicológica de debilidade. Essa pessoas tem que ter um tratamento diferenciado, ela não é um inimigo”, falou.

Os casos de agressão contra servidores vieram à tona por denúncias da vereadora Maria Letícia (PV).

Mikalovski classificou como ‘um absurdo’ a notícia de que um guarda municipal, ao se deparar com um conflito em uma unidade de saúde, teria afirmado que a sua função era de apenas proteger as instalações físicas. “É o cúmulo dos cúmulos, o nosso maior patrimônio é o servidor publico”, disse Mikalovski.

Além do treinamento, a prefeitura prepara uma série de outras medidas: os guardas estão sendo reposicionados dentro dos postos, para locais mais adequados. Também devem ser colocadas placas avisando que xingar ou ofender servidores é crime de desacato, além de um sistema de pânico, para que ele possam acionar a segurança discretamente.

“A situação de agressão começa no desacato. Com as placas as pessoas vão saber que ao proceder daquela forma, serão conduzidas em flagrante”.

Polícia

Guardas Municipais já estão 24h nas Upas e fazem turnos nas unidades básicas de saúde. A prefeitura ainda busca uma aproximação com a Polícia Militar. “A PM tem que ser informada que as UPAs, especialmente, são uma fonte de tensão iminente”, diz Mikalovski.