Carli Filho deverá pagar multa de R$ 318 mil; entenda

Jordana Martinez


Redação com BandNewsCuritiba

O ex-deputado estadual Carli Filho, condenado a nove anos e quatro meses de prisão, também foi condenado a pagar uma multa de R$ 318 mil. O valor se refere ao pagamento de “140 dias-multa”, o que equivale ao montante superior aos R$ 300 mil. O juiz Daniel Surdi de Avelar estabeleceu o valor de cada dia-multa em três salários mínimos regionais do Paraná, em valores da época do acidente e, ainda, corrigidos pelo IGP-M.

Na sentença, o magistrado destacou que levou em conta a “elevada capacidade econômica do acusado”.

A defesa de Carli Filho anunciou que irá recorrer da condenação. Pelo menos até que o recurso seja julgado, o ex-parlamentar segue em liberdade.

Semiaberto depois de um ano e meio de prisão

Carli Filho deverá ficar preso por um ano e seis meses em regime fechado caso a sentença que o condenou a 9 anos e 4 meses de prisão seja mantida após possíveis recursos da defesa.

Na sentença, o juiz responsável pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar, destacou que Carli Filho é réu primário, tem residência fixa, compareceu em todos os autos do processo e não possui outras ações penais em andamento. Com bom comportamento na cadeia, a Lei de Execução Penal permite que réus primários ganhem a saída temporária após cumprir um sexto da pena. No caso, o ex-deputado poderia progredir para o regime semiaberto após cumprir 18 meses na prisão.

Christiane Yared considera justa a pena de Carli Filho e não vai recorrer

O assistente de acusação, Elias Mattar Assad, contratado pela família Yared, declarou que não pretende recorrer da sentença. “Estamos satisfeitos com a pena. Entendemos que seguiu as regras das dosimetrias adotadas pelo direito. Alguns dizem que ela foi reduzida, mas não foi. Não foi um crime intencional, foi um dolo eventual e existe uma linha tênue entre eles. O juiz foi de uma firmeza e de uma felicidade muito grande”, disse.

A mãe de Gilmar Yared, Christiane Yared, concorda em não recorrer por entender que não se trata de uma vingança. “O que nós pedimos não é uma questão de vingança, não vamos recorrer para que ele fique mais tempo. As pessoas sabem que não pode beber e dirigir. A conquista de ontem é para uma nação, a luta não para aqui”, disse a deputada ao afirmar que Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado.

Por parte da acusação, a decisão sobre recorrer também cabe ao Ministério Público do Paraná que tem cinco dias, a contar da data da sentença, para apresentar recursos.

 

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.