Chuva custou R$ 2 milhões para seguradoras de carros

Roger Pereira


Francielly Azevedo | CBN Curitiba

A forte chuva que atingiu Curitiba no último fim de semana causou estragos não só nas casas dos curitibanos, muitos motoristas sofreram com danos em veículos. O Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização (Sindseg) estima que o prejuízo ultrapasse os R$ 2 milhões de reais. Cerca de 30 automóveis tiveram que ser reparados pelas seguradoras por causa dos alagamentos.

Segundo o diretor-executivo do Sindseg, Ramiro Dias, o total do prejuízo ainda não foi contabilizado porque muitos carros ainda estão em oficinas para avaliar o valor dos estragos. “Informações que nós recebemos de seguradoras associadas é que muitos veículos tem tecnologia embarcada, então se atingirem o painel deles é indenização integral, perda total. Não tem recuperação porque perde a segurança de todos os sistemas, então a seguradora dá perda total. Nós tivemos dois carros, duas Mercedes, que custam R$ 300 mil cada uma, com indenização por perda total”, explicou.

De acordo com o Sindseg, as áreas onde existiu mais carros estragados foram os trechos da Linha Verde e da Avenida das Torres, além do Uberaba, Portão e Centro. “No Centro em função de garagens que estão no subsolo não teve escoamento necessário e alagou causando danos nos veículos”, contou.

Em Curitiba circulam aproximadamente 957 mil veículos, segundo o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR). O Sindicato aponta que apenas 24% desse total é segurado, cerca de 240 mil automóveis. Isso quer dizer que o prejuízo dos motoristas da capital por causa da chuva pode ser ainda maior. “Nós estamos falando do universo segurado, imagino que os prejuízos sejam muito maiores porque os veículos segurados não temos estatísticas sobre eles”, afirmou.

Dias também explicou que nem todos os casos de alagamento têm cobertura das seguradoras. O reparo ou ressarcimento só serve caso o motorista não tenha provocado o dano.

“Um dos pontos que precisa ser destacado é que se você percebe uma região alagada e adentra essa região, correndo o risco de ter seu carro danificado, você está agravando o risco. Se a seguradora comprovar esse teu agravamento de risco, você pode não ter cobertura. O que a gente orienta é que vendo uma situação de risco não avance com o carro. É melhor que você deixar que as coisas aconteçam pela naturalidade, do que você agravar o risco”, destacou.

 

Volume de chuvas

De acordo com o Simepar, a média histórica de chuvas para o mês de março é de 140 milimetros. Na noite do último sábado, das 19h30 até às 20h, choveu 38,4 milimetros. E nas 12h seguintes de chuva intensa, entre sábado e o início de domingo, foram registrados mais 70,2 milimetros, o que equivale à metade do previsto para todo o mês.

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Repórter do Paraná Portal
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