Grande Curitiba e Litoral
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Curitiba tem mais uma manifestação contra Temer no Dia da Independência

Mais uma manifestação contra o governo do presidente Michel Temer acontece realizada em Curitiba nesta quarta-feira (7),..

Mariana Ohde - 07 de setembro de 2016, 17:09

Mais uma manifestação contra o governo do presidente Michel Temer acontece realizada em Curitiba nesta quarta-feira (7), feriado do Dia da Independência. Cerca de 200 pessoas, segundo os organizadores, marcharam pelas ruas da capital durante a tarde. O grupo saiu da Praça 19 de Dezembro às 15h rumo à Boca Maldita, na Rua XV.

O evento Fora Temer- Amanhã Será Maior+ Levante Feminista é organizado pelo grupo CWB Contra Temer, que alega que o governo não tem a legitimidade do voto e não pode realizar reformas. Participam membros da comunidade LGBT, movimentos feministas, sindicatos trabalhistas, e movimentos da periferia.

Os organizadores pedem paz nas manifestações, após atos marcados pelo vandalismo na capital. "A orientação geral do movimento, nas assembleias que a gente faz nas ruas, é a de que nós queremos fazer manifestações pacíficas para ganhar o apoio da população", afirma Marcelo Barbato, do CWB Contra Temer.

Ainda segundo Marcelo, já há novos eventos marcados. Na segunda-feira (12), a manifestação será contra o deputado afastado Eduardo Cunha e favor da cassação definitiva de seu mandato. No dia 18, deve haver mais uma manifestação nacional contra Temer e no dia 16 está previso um sarau cultural na Rua São Francisco, às 18h, segundo os organizadores.

Outros protestos

Na terça-feira (6), cerca de 10 mil pessoas participaram de um ato que também contou com mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Um manifestante foi preso por, supostamente, tentar pichar uma viatura da Polícia Militar.

Após a prisão, o trajeto foi alterado e se dirigiu ao 1º DP, na Rua André de Barros, para prestar apoio a Felipe Machado. Os advogados do grupo CWB Contra Temer reúnem vídeos e registros fotográficos da ação da PM. O grupo tenta esclarecer o que realmente pode ter motivado a prisão do manifestante. Uma fiança de R$ 800 foi estipulada e o rapaz liberado.

Na noite de quinta-feira (1), os protestos foram marcados por vandalismo. Quatro prédios foram depredados, dois ônibus, duas estações-tubo e um carro de reportagem foram pichados. Os manifestantes realizaram o segundo protesto consecutivo em Curitiba. Na quarta-feira (31), dia do impeachment de Dilma Rousseff, também houve protesto, mas sem depredações. Os dois atos reuniram entre 3 mil e 5 mil pessoas, segundo organizadores. A Polícia Militar contou 400 manifestantes reunidos e 800 ao longo da noite.

Protesto pacífico

O grupo CWB Contra Temer divulgou nota nesta terça-feira para ressaltar que não apoia atos de violência durante manifestações. Esse é o mesmo grupo que organizou os protestos dessa terça e de quinta-feira da semana passada, quando prédios foram atacados no Centro da cidade, e do último domingo, em que manifestantes apedrejaram e picharam a sede do diretório estadual do PMDB, carros, um bar e a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A nota do movimento que pede a saída de Michel Temer da presidência afirma que os seguidores do grupo são “cidadãos comuns, trabalhadores e estudantes, que assumiram a responsabilidade de mobilizar o máximo de pessoas em torno de pautas unificadas da esquerda neste delicado momento político”.

Os manifestantes afirmam prezam pela segurança dos que participam dos atos e pedem por “não violência”. Segundo o grupo, “depredações servirão somente de justificativa para os setores mais conservadores da sociedade deslegitimarem a mobilização política que ocorre e ganha força neste momento”. Os atos de vandalismo do último domingo duraram cerca de 30 minutos. A Polícia Militar acompanhou a passeata, mas ninguém foi detido.