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Demora na revitalização do Palácio Belvedere incomoda moradores

Repórter Vanessa Fernandes da CBN CuritibaNo dia 6 de março completa três meses do incêndio que atingiu o Palácio..

Andreza Rossini - 05 de março de 2018, 08:59

Repórter Vanessa Fernandes da CBN Curitiba

No dia 6 de março completa três meses do incêndio que atingiu o Palácio Belvedere, localizado no bairro Alto São Francisco, centro histórico de Curitiba.

O prédio construído em 1915 desde 1966 é tombado pelo patrimônio histórico do Estado. A edificação está cedida para a Academia Paranaense de Letras.

Após o incêndio o prédio foi isolado, no entanto as investigações a cargo do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) sobre o que teria motivado o início do incêndio até agora não foram concluídas nem as obras de revitalização iniciadas. E é essa a situação que incomoda moradores, comerciantes e visitantes do local que convivem diariamente com usuários de drogas na praça João Cândido, que abriga o prédio histórico.

Paola Peroto é comerciante na região e conta como é a rotina na praça. "O maior problema está sendo os usuários de crack. Eles ficam aqui usando drogas em um lugar onde tem movimentação de crianças", afirmou.

Ela ainda se otimista com a revitalização do local. "Vejo como uma coisa muito boa, vai melhorar tudo. Tendo um ponto público que pode despertar a curiosidade do público", disse.

Malvina Galdino é frequentadora do local, e diz que se o prédio histórico fosse melhor aproveitado a sensação de segurança aos usuários da praça seria uma consequência. "Nós temos a sensação de abandono, mesmo antes do incêndio. Agora piorou, colocaram tapume e não sabemos o que tem lá dentro. Nós nos sentimos vulnerável, seria legal se fizessem algo para por uma ocupação, uma biblioteca ou algo que o público possa ter acesso. Nem precisaria aumentar a segurança, no final de semana aqui já é bem movimentado", argumentou.

O vigilante Jovino da Silva que trabalha no entorno da praça espera que o poder público mantenha a segurança do local após a revitalização. Segundo Jovino após outras reformas que já foram feitas no prédio a situação de abandono sempre se repetiu.

"Outras vezes já reformaram, pintaram, colocaram segurança para cuidar e só durou um mês. Daí eles largam e sempre dá confusão, enquanto não utilizarem esse espaço para alguma coisa vai ser sempre assim".

Embora a investigação não tenha sido concluída desde a época do incêndio a polícia suspeita de ato criminoso.

A Superintendência de Obras e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente são responsáveis pela restauração do Belvedere, que em junho do ano passado teve a liberação por parte da Prefeitura de um milhão e 100 mil reais para os trabalhos, valor este que segundo a Academia Paranaense de Letras não será mais suficiente para as obras devido aos estragos causados pelo incêndio.

Pelo projeto o prédio deverá abrigar além da APL, o Observatório da Cultura Paranaense e um café escola do Sesc-Pr