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Depois de reportagem, menino com hepatite consegue vaga em hospital

Depois de dois dias de espera, o menino Leonardo Francisco Borges Cassimiro, de 8 anos, conseguiu vaga no Hospita..

Jordana Martinez - 04 de setembro de 2016, 13:33

Depois de dois dias de espera, o menino Leonardo Francisco Borges Cassimiro, de 8 anos, conseguiu vaga no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, na noite deste sábado (3). A família estava desesperada já que o diagnóstico de hepatite foi confirmado, mas ele recebeu alta por falta de vaga, e teve que voltar para casa.

De acordo com a mãe, Luciane Borges, o coordenador médico da UPA Cajuru, Peterson Anderson de Souza, entrou em contato na tarde de sábado (3) e pediu para que ela levasse o menino novamente a unidade de atendimento. De lá, por volta das 23h, Leonardo foi transferido para o Hospital Pequeno Príncipe onde passou a noite e fez exames específicos para diagnosticar o tipe de hepatite e as causas da doença.

"Os exames ficam prontos de 7 a 10 dias. Nos deram alta, mas qualquer problema, dúvida ou se achar necessário posso voltar direto para o . Amanhã já volto pra agendar a primeira consulta que será feita na semana que vem, logo após a chegada dos resultados dos exames", completa a mãe.

Desespero da família

“Não tenho noção de tratamento. A única coisa que o médico passou foi repouso e dieta. Mas ele mesmo disse que precisa de um especialista hepatologista com urgência”, desabafou a mãe, Luciane Borges, que pediu socorro ao Paraná Portal.

A criança apresentou os primeiros sintomas há mais de dez dias. No dia 26 de agosto exames teriam diagnosticado a hepatite e um aumento de 7 cm do fígado de Leonardo. Na terça-feira da semana passada o garoto foi internado na UPA do Cajuru.

Segundo Luciane, os médicos solicitaram um encaminhamento via Central de Leitos para o Hospital Pequeno Príncipe, onde exames mais detalhados poderiam verificar se a doença seria causada por um vírus ou bactéria, além de contar com médicos especializados, mas a transferência não teria ocorrido por falta de leitos no outro hospital.

Até este sábado, o garoto ainda não havia recebido nenhum tipo de tratamento por falta de informações sobre a causa da doença. O atestado médico, assinado pelo pediatra Dionísio Abrão, na última sexta-feira (26), orientava que a criança ficasse afastada da escola “até segunda ordem”. Na UPA Cajuru, após a liberação, a orientação é que o garoto ficasse afastado de qualquer atividade pelos próximos 30 dias.

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“Atesto para os devidos fins que o menor Leonardo Francisco Borges Cassimiro apresenta hepatite, devendo ficar afastado da escola até 2ª ordem”.

Justificativa da Saúde

De acordo com os últimos exames de Leonardo, a bilirrubina, substância amarelada encontrada na bile produzida no fígado, que deixa a pele amarelada, apresentou redução se comparado aos exames iniciais, mas ainda está acima dos valores de referência. “De todos os exames que ele fez, a bilirrubina foi a única que baixou. Por mais que esteja baixando ainda não temos um diagnóstico certo e isso é grave. Falam de hepatite mas nem se quer tem noção de qual tipo, visto que as virais deram negativo no primeiro exame”, conta a mãe de Leonardo.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba afirma que a criança apresentou “melhora clínica, laboratorial e quadro estável” e por isso recebeu a alta médica no fim da tarde de quinta-feira.

“O paciente Leonardo Francisco Borges, de 8 anos, o menino permaneceu na UPA Cajuru por três dias, com quadro hepático. Entretanto, como ele apresentou melhora clínica, laboratorial e quadro estável, com medicação, será avaliado por especialista em hepatologia no ambulatório do Hospital Infantil Waldemar Monastier no dia 22 de setembro. A família foi orientada a voltar ao serviço de saúde caso o quadro clínico do menino apresente qualquer tipo de alteração”, diz a nota.

De acordo com a assessoria do Hospital Pequeno Príncipe, o hospital não recebeu uma solicitação formal da UPA Cajuru para transferência de Leonardo para um dos leitos de emergência isolados, necessário quando o paciente apresenta alguma doença infecto-contagiosa. Ainda segundo a assessoria, o hospital conta com apenas duas vagas para pacientes que necessitam ficar em isolamento e ambas estão ocupadas há dez dias.