Diretores e professores que apoiam ocupações devem ser punidos, diz governo

Andreza Rossini


Em reunião com os integrantes do movimento contra as ocupações nas escolas, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, afirmou que os diretores e professores que derem amparo as ocupações e não cumprirem as determinações legais, vão responder processos administrativos e podem ser punidos com afastamentos e demissões. “Vamos trabalhar com muito critério para não cometermos injustiças, mas seremos rigorosos com quem não está cumprindo com as suas obrigações”, afirmou.

Os professores estão em greve, apoiada pela App-Sindicato e afirmam que não têm ligação com a ocupação. Os professores da rede estadual de ensino que estão com as atividades paralisadas, vão ter as faltas lançadas, segundo a secretária da Educação, Ana Seres. Os educadores que, mesmo com a greve, gostariam de trabalhar devem preencher um documento online disponibilizado pela Secretaria da Educação, para evitar as faltas.

Participaram da reunião os secretários Ana Seres (Educação), Wagner Mesquita (Segurança Pública) e Márcio Villela (Comunicação), além do procurador-geral do Estado, Paulo Rosso.

Rosso afirmou que as ocupações ferem o direito básico à educação. “A invasão é ilegal, abusiva. O direito de quem quer estudar precisa ser respeitado”, declarou. O procurador afirmou que diversas ações foram ajuizadas pedindo a reintegração de posse dos imóveis e solicitou ao Conselho Tutelar a verificação de que menores de idade estão ocupando as escolas.

As informações foram passadas em uma reunião no domingo (23), no Palácio Iguaçu, a pais, alunos e educadores que participam do movimento ” Invasão não é Solução – Desocupa Paraná”.

Ocupação

Há 22 dias escolas do Paraná estão ocupadas por alunos que protestam contra a reforma do ensino médio e a PEC 241 (teto dos gastos públicos), proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB). Hoje são 850 escolas, 14 universidades e quatro núcleos de educação ocupadas por alunos, de acordo com o movimento Ocupa Paraná.

O Estado tem 78 mil professores e 31 mil funcionários da Educação, com 1 milhão de estudantes distribuídos em 2,1 mil escolas.

Greve dos professores

Os professores da rede estadual estão em greve contra a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que retira o reajuste da categoria previsto para janeiro de 2017.

A votação da emenda foi suspensa. O governo propôs retirar a proposta da Alep até novembro para acabar com a greve e utilizar o período para diálogo com os servidores públicos. Em assembleia, a categoria rejeitou a proposta e mantém a paralisação.

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