Ex-delegado é preso por desacatar PMs

Angelo Sfair - BandNews FM Curitiba


Um ex-delegado da Polícia Civil do Paraná responderá na Justiça por desacato à autoridade, depois de discutir com policiais militares. Mario Ramos, de 66 anos, chegou a ser preso e encaminhado à Central de Flagrantes na noite desta segunda-feira (22). No local, ele assinou um Termo Circunstanciado e se comprometeu a comparecer a uma audiência no Juizado Especial.

Mario Ramos e a esposa foram abordados pela PM no bairro Novo Mundo. A mulher dirigia o carro sem habilitação e teria se recusado a fazer o teste do bafômetro. A situação teria irritado o delegado aposentado, que se exaltou na reação e acabou sendo preso por desacato. Ramos e esposa foram conduzidos à Central de Flagrantes por agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). De acordo com a Polícia Civil, esse é o procedimento padrão quando a prisão envolve um ex-delegado.

Procurados pela reportagem, o COPE e a Polícia Civil preferiram não comentar sobre o caso por se tratar de um ex-delegado. Mario Ramos chegou a ser o chefe do Centro de Operações Policiais Especiais. Ele se aposentou em 2001, depois de ser afastado das funções no ano anterior. Ele foi citado em 2000 na CPI do Narcotráfico. Sobre ele levantavam-se suspeitas de envolvimento em esquemas de facilitação de tráfico de drogas e de desmanches de carros apreendidos pela polícia.

Mario Ramos chegou a ser o chefe do Centro de Operações Policiais Especiais. Ele se aposentou em 2001, depois de ser afastado das funções no ano anterior. Ele foi citado em 2000 na CPI do Narcotráfico. Sobre ele levantavam-se suspeitas de envolvimento em esquemas de facilitação de tráfico de drogas e de desmanches de carros apreendidos pela polícia.

Alguns anos depois, em 2004, Mario Ramos foi preso temporariamente pela suspeita de cometer um duplo homicídio no estado de São Paulo. O ex-delegado foi indiciado pela morte cruel de Zaqueu Espírito Santo Rodrigues – um ex-funcionário da chácara dele –, e de outra vítima que teria presenciado o momento que Ramos estaria tentando se livrar do corpo esquartejado. Nos três casos citados Ramos foi inocentado por falta de provas.

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