Manifestação contra reajuste do ônibus termina em confronto com a polícia

Roger Pereira


Com Narley Resende

Cerca de mil pessoas reuniram-se no final da tarde desta segunda-feira na Praça 19 de dezembro, no centro de Curitiba, para protestar contra o reajuste na tarifa do transporte público da capital paranaense, que, nesta segunda, subiu de R$ 3,70 para R$ 4,25. Convocado pelos movimentos “CWB Resiste” e “Frente de Luta pelo Transporte”, o evento, batizado de “R$4,25 eu não aceito”, teve a presença de movimentos sociais, lideranças políticas da cidade e, também, manifestantes mascarados.

Depois da concentração na praça, os manifestantes dirigiram-se, em caminhada, bloqueando as ruas do centro da cidade por onde passavam, à sede da Urbanização de Curitiba S/A, a Urbs, responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo na cidade. Ao menos cinco agências bancárias foram depredadas, além de diversas pichações em muros e portões de estabelecimentos comerciais do centro da cidade. Às 20h45, viaturas da Polícia Militar interceptaram o grupo nas esquinas da rua João Negrão com Sete de Setembro.

Às 21h, após a polícia prender em flagrante um manifestante que pichava a vitrine de uma loja, houve um princípio de confronto entre manifestantes e policiais, que reagiram ao protesto com tiros de bala de borracha e bombas de gás para tentar dispersar os manifestantes. às 21h30 a manifestação foi considerada dispersada pela Polícia Militar.

Luis Fischer, da Frente de Luta pelo Transporte, compara que uma da justificativa para o reajuste é a reintegração do transporte com a Região Metropolitana. “Mas, para que ocorresse essa reintegração, quer era fruto de picuinha política entre governo e prefeitura na gestão anterior, foi retomado o subsídio do governo do Estado”, disse. Além disso, ele afirma que o argumento de que a frota de ônibus será retomada não prospera porque já há, no cálculo da tarifa, previsão de recursos para a renovação constante da frota, que é uma obrigação contratual. “Sem contar que o Tribunal de Contas e a CPI do Transporte na Câmara Municipal apontaram que há superfaturamento na tarifa. Ou seja. Se sabe que a tarifa está acima do que deveria estar e ainda se reajusta em 15%, quase o dobro da inflação”, contesta.

Presente no ato inicial da manifestação, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) disse que o partido estuda entrar na Justiça contra o reajuste. “Não há razoabilidade para o reajuste que foi feito. Estamos falando em uma situação de crise, de dificuldades e o prefeito demonstra uma insensibilidade fazendo a conta fechar com sacrifício apenas do usuário”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal