Moradores de áreas afetadas pela enchente avaliam estragos

Fernando Garcel


Redação com Ricardo Pereira | BandNews FM Curitiba

Moradores das regiões mais afetadas pelos alagamentos de sábado em Curitiba começaram a semana limpando as casas e avaliando o prejuízo deixado pelas enchentes. Nesta segunda-feira (5), habitantes de comunidades mais carentes na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) lavavam o piso, tomado por barro, e também as paredes, onde a água chegou a atingir uma altura aproximada de 1,80 m.

A dona de casa Jane Monteiro relata que a água invadiu a casa em poucos minutos. Ela conseguiu salvar apenas o colchão. “Vamos tentar recuperar a geladeira e a máquina de lavar e ver se vai funcionar. Foi muito rápido. A reação foi tentar erguer as coisas, mas não tinha o que fazer”, desabafa.

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O vizinho dela, Claudinei dos Santos, também perdeu quase tudo. “Começou com uma chuva fraca, a gente pensou que não ia chover muito. De uma hora para outra começou a dar um ‘pancadão’ e de repente a gente olha para a vizinha do lado e já estava alagando. Não foi como um alagamento normal, veio pelo bueiro!”, afirma o morador.

A maior parte das casas na chamada Vila Venízia, na CIC, foi atingida. Na rua paralela à de onde moram a dona Jane e Claudinei, a nossa reportagem encontrou com o Antônio, que, além de perder alimentos, roupas e eletrodomésticos, teve o carro alagado. O veículo agora não funciona mais. A caminhonete, com mais de 20 anos de uso, é a ferramenta de trabalho dele.

“Eu tava em casa, tentei levantar as coisas. Molhou tudo. Não adiantou levantar. A água subiu mais do que o esperado. Agora vou ter que trocar óleo, trocar muitas partes do motor para fazer funcionar de novo. O vizinho da frente também teve o carro prejudicado”, conta Antônio.

Obras

Uma obra que pode amenizar a situação de enchentes durante períodos mais intensos de chuva é a melhoria do Rio Barigui, para aumentar a capacidade de escoamento. No entanto, isso só deve acontecer daqui a, no mínimo, dois anos de acordo com o superintendente de Obras e Serviços da Secretaria do Meio Ambiente, Reinaldo Piloto.

“A Prefeitura ainda não conseguiu concluir as obras. Ainda tem muito serviço para fazer. São obras muito demoradas. Vão demorar mais 2 ou 3 anos para poder sentir melhoria na drenagem da cidade”, diz o superintendente.

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