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Reintegração do transporte coletivo deve começar em janeiro

Com CBN CuritibaAs primeiras medidas de reintegração do transporte coletivo da capital e região metropolitana já devem s..

Mariana Ohde - 04 de novembro de 2016, 09:28

Com CBN Curitiba

As primeiras medidas de reintegração do transporte coletivo da capital e região metropolitana já devem ser tomadas a partir de janeiro de 2017. Um grupo de trabalho, formado por representantes da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e da equipe do prefeito eleito Rafael Greca, vai definir, nos próximos dois meses, como se dará o processo. A expectativa é a de que a cidade também volte a receber o subsídio, que, inicialmente, está previsto em R$ 5 milhões ao mês.

O anúncio da reintegração do transporte coletivo de Curitiba com municípios da Região Metropolitana (RMC) foi feito pelo governador Beto Richa um dia após a eleição de seu aliado Greca para a prefeitura de Curitiba. Depois do resultado do segundo turno das eleições 2016, Rafael Greca foi recebido pela primeira vez no Palácio Iguaçu nesta quinta-feira (3), e falou sobre o assunto com o governador Beto Richa.

De acordo com os dois governantes, a partir de agora, o grupo de trabalho será formado, e o prefeito eleito já adiantou que as primeiras medidas podem ser esperadas para janeiro. "A ideia é que - eu já pedi para o governador - a linha Colombo/CIC já seja integrada no mês de janeiro de 2017, como um símbolo da união metropolitana, e depois, progressivamente, vamos até julho de 2017 fazer todo anel conurbado - as cidades vizinhas de Curitiba, com extensão para Piraquara", afirmou.

Sobre tarifa, Greca disse que ainda precisa avaliar as afirmações feitas pela atual gestão de que seria inevitável subir a passagem. Ele não negou que o valor possa aumentar. "Durante o período eleitoral, eu desmenti meu adversário no segundo turno sempre quando ele disse que ia baixar a tarifa do ônibus. Sempre dizia que via isso como uma impossibilidade. Aumentar uma passagem de ônibus é um espinho no coração do prefeito. Ninguém está no mundo para aumentar preços que caem em cima da população. Mas vamos trabalhar para conseguir a tarifa justa, dentro do possível", garantiu.

O governador Beto Richa afirmou que o valor a ser repassado para a capital para o transporte ainda depende desses estudos que serão realizados até o final de dezembro, mas a expectativa é a de que sejam mantidos os atuais R$ 5 milhões mensais que são aplicados nas linhas metropolitanas. "Nós vamos continuar dando o subsídio que era dado para a Urbs e eles abriram mão. A prefeitura, quero deixar claro, desintegrou o sistema", disse.

O sistema de transporte da capital e da região metropolitana deixou de operar de forma integrada em 2015, quando houve um impasse entre a prefeitura de Curitiba e o governo do estado sobre o valor do subsídio estadual para equilibrar as contas do sistema. Na época, o sistema enfrentava diversas greves por conta dos atrasos no pagamento de funcionários, entre outros problemas. Com o fim da integração, os valores das passagens, que eram unificados, aumentaram e ficaram diferentes, dependendo da linha e do trajeto.

Com o fim da Rede Integrada de Transporte (RIT), cerca de cem das 356 linhas passaram a ser gerenciadas pela Comec, do governo do Paraná. Na capital, o sistema segue sendo gerenciado pela Urbanização de Curitiba (Urbs). O subsídio de cerca de R$ 5 milhões foi cortado em 2013, porque, segundo Beto Richa, o custeio era responsabilidade da cidade.