De olho no futuro
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Matar para renascer

O ser humano não aceita a morte.Por não compreendê-la, evita pensar nela.Entretanto, se a entendêssemos como uma ..

Renato Follador - 27 de maio de 2020, 12:13

O ser humano não aceita a morte.

Por não compreendê-la, evita pensar nela.

Entretanto, se a entendêssemos como uma passagem, uma transformação- o que na realidade é para aqueles espiritualizados- seria mais fácil.

E ela é exatamente isso: nada mais que a fronteira entre passado e futuro, o ponto de partida para algo novo. Isso é natural, não só em relação à morte mas também à vida.

Vejam, se não matarmos o menino que existe em nós, jamais nascerá o jovem ousado. Se não matarmos esse jovem, jamais haverá espaço para o adulto maduro.

Na vida profissional também é assim: se você quer ser um líder, tem que matar o técnico inseguro, que tem medo de decidir, acomodado no conforto da equipe cuja responsabilidade não é dele.

Se não matarmos o perdulário que há em nós, jamais nascerá o poupador que quer ter conforto a vida toda.

Se você não matar o solteirão irresponsável jamais desfrutará da magia de constituir uma família, de ter um lar e amores ao teu redor.

Pois bem, a paúra desse ritual de passagem tocou um amigo meu inseguro com a aposentadoria.

Por 40 anos foi o Dr. engenheiro da multinacional tal e perdeu essa identidade e seu lugar no mundo.

Disse a ele que só há uma alternativa: matar o engenheiro e esquecer da empresa. Abrir espaço para nascer um novo personagem com novos desafios e oportunidades que a vida ainda lhe reserva.

Matar para renascer.

 

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