De olho no futuro
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Modernidade Líquida

Com a Revolução Industrial no final do século XIX surgiram as grandes estruturas, fábricas gigantescas, a produção em sé..

Renato Follador - 22 de junho de 2016, 11:48

Com a Revolução Industrial no final do século XIX surgiram as grandes estruturas, fábricas gigantescas, a produção em série- da qual Henry Ford foi o símbolo- os sistemas hierárquicos de gestão, os processos rígidos, a dependência, o emprego seguro, a carreira pré-determinada, a aposentadoria programada e o futuro garantido.

Tudo era estável, feito para durar. Por isso produtos e pessoas não mudavam.

Um dos maiores intelectuais vivos- o sociólogo Zygmut Bauman- rotulou a fase de modernidade sólida.

Ocorre que, passados mais de um século, tudo que vimos nossos avós e pais praticarem e viverem não existe mais. Segundo Bauman, a modernidade agora é líquida, fluída. Fruto da evolução tecnológica, não há tempo para condensar nada. Nada é feito para durar. Tudo muda muito rápido. Tudo é novo só por 24 horas.

As instituições e empresas são mais leves, menos hierarquizadas. Algumas estão no notebook do empreendedor, que não tem sede, pois precisa de agilidade para correr o mundo investindo em novos projetos de novas oportunidades.

Os empregos são temporários, as profissões mudaram, a dependência deu lugar à interdependência, à colaboração de talentos que se completam para atingirem objetivos comuns. O Uber e a uberização chegaram.

Não há mais chefes, mas líderes. Não há mais carreira, mas projeto de vida, que muda ao longo do caminho.

E as palavras-chave são: leveza, criatividade, parceria e adaptabilidade.

Consultas sobre finanças e previdência : (41) 3013-1483renato.follador