De olho no futuro
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Sempre ter reservas

Hoje, vou falar aos jovens, àqueles que têm a possibilidade de mudar esse país, aqueles que representam a esperança de u..

Renato Follador - 27 de março de 2020, 17:39

Hoje, vou falar aos jovens, àqueles que têm a possibilidade de mudar esse país, aqueles que representam a esperança de um dia estarmos à altura da grandeza dessa nação fisicamente abençoada, mas pobremente consciente.

Não haverá retrocesso na evolução tecnológica, nos avanços da medicina e na produção de medicamentos e alimentos, o que prolonga a vida. 

Isso combinado com a queda da taxa de natalidade é uma bomba relógio demográfica e envelhece a população. Há 50 anos, a média de filhos por brasileira era 6. Hoje, 1,7. 

Assim, àqueles que imaginam que vamos regredir em tecnologia ou que acham que as brasileiras vão voltar a ter 6 filhos, digo: não façam nada. Deixem o futuro cuidar de vocês.

Àqueles que pensam o contrário, lembro que a manutenção do padrão de vida na velhice tem um segredo: viver, desde o primeiro emprego, com 90% do salário líquido.

Os outros 10% são para comprar teu futuro. O coronavírus nos ensinou a importância de ter reservas.

Olha, a vida é como jogar uma bola na parede.

Se ela for jogada fraca, voltará fraca, se for jogada forte, voltará com força.

Por isso, nunca “jogue uma bola na vida,” de forma que não esteja pronto para recebê-la.

É a lei suprema da ação e reação.

Não existe acaso, não existe injustiça, não existe erro. Na vida, colhe-se o que planta. Quem semeia só “curtir o presente” colherá “chorar o futuro”.