Após chegada de Lula, manifestantes seguem em frente à PF

Mariana Ohde e Karina Bernardi - CBN Curitiba

Mais manifestantes são esperados ao longo do dia. Há uma decisão da Justiça que proíbe a permanência nas proximidades do prédio.

O prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, segue cercado por manifestantes – a maioria contrária à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi detido ontem (7) e chegou à noite à capital, onde começa a cumprir a pena.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo juiz federal Sérgio Moro, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Apoiadores do ex-presidente Lula acamparam nas imediações da PF. Dez ônibus vindos do interior do Paraná e de outros estados já estavam no local na manhã deste domingo (8). Ao longo do dia outras caravanas devem chegar. Cerca de 1.500 pessoas são esperadas.

Por causa de uma ordem judicial, os manifestantes se instalaram a cerca de 500 metros da Superintendência, atrás do bloqueio da Polícia Militar (PM).

Ontem, lideranças do PT afirmam que farão uma vigília pelo ex-presidente. Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, disse durante a madrugada deste domingo (8) que a ideia era realizar a vigília na PF até que o ex-presidente seja liberado.

“O presidente Lula é uma pessoa diferenciada. Vamos ter muitas manifestações de solidariedade e apoio, vamos ter caravanas vindo para cá”, disse.

Permanência proibida

A Justiça concedeu um interdito proibitório, a pedido da prefeitura de Curitiba, para que manifestantes não permaneçam e não montem acampamentos nas ruas próximas à PF, que fica no bairro Santa Cândida.

Na decisão do juiz Ernani Mendes Silva Filho, foi autorizado o uso de força policial para o cumprimento da liminar. Segundo o despacho, a medida é necessária para evitar confrontos e depredação de patrimônio público.

O magistrado determinou que os manifestantes não “impeçam o trânsito de pessoas e coisas na mencionada área, bem como se abstenham de montar estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade, sem prévia autorização municipal e nos termos da legislação vigente”.

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Repórter no Paraná Portal
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