Eleições 2020: Veja o que Carol Arns pretende fazer se for eleita prefeita de Curitiba

Redação

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Carol Arns é candidata a prefeita de Curitiba pelo Podemos nas Eleições 2020. Ao Paraná Portal, ela falou sobre o que pretende fazer caso seja eleita, abordou suas principais propostas e como pretende agir durante o pós-pandemia.

1. Por que a senhora acredita que deve assumir a Prefeitura de Curitiba?

Carol Arns: Curitiba precisa de uma gestora que se coloque no lugar das pessoas. Estamos vivendo um momento único na história da nossa cidade. A pandemia nos trouxe desafios inéditos, que exigem atitudes inéditas. Não podemos continuar contando com uma gestão que não consegue se conectar com as necessidades da população. Essa falta de sensibilidade e de capacidade de diálogo tem sido sentida em todos os setores, principalmente nas áreas econômica e social.

Estamos em um cenário de crise, desemprego e com milhares de pessoas vivendo em situação de extrema vulnerabilidade social. Precisamos de uma gestão humana e aberta a ouvir a sociedade, porque temos que encontrar caminhos para superar todos os desafios. Isso exigirá da Prefeitura a capacidade de construir soluções criativas, por meio de muito diálogo com a iniciativa privada e com a sociedade civil organizada.

Tenho plena certeza de que esse é o caminho que nossa cidade precisa seguir. Nosso plano de governo foi construído a partir dessa visão e com o apoio desses segmentos. Estamos diante de uma oportunidade concreta de mudança e com total preparo e segurança para assumir essa missão.

2. Quais são os principais desafios que a senhora deverá enfrentar no caso de ser eleito?

Carol Arns: Com certeza será como retomar o ritmo normal da vida. A previsão dos cientistas é que a vacina contra a Covid-19 só esteja disponível a partir do segundo trimestre do ano que vem. A Prefeitura tem de ser o grande articulador de soluções e construir caminhos seguros para essa retomada, em especial em setores como saúde e educação.

No caso da reabertura das escolas, a Prefeitura precisa assumir seu papel e ter um plano articulado com o envolvimento das escolas municipais e privadas e com a sociedade. As famílias precisam de um horizonte e não podem continuar convivendo com esta imprevisibilidade.

No caso da saúde, é urgente retomar o ritmo normal nos postos de saúde e nos atendimentos que foram adiados por causa da pandemia. Além disso, temos problemas urgentes para resolver – como o desabastecimento de água, o aumento da insegurança e das violências, a escassez de moradia digna e a confusão criada com o sistema de transporte urbano.

Todas essas ações vão demandar que a Prefeitura busque mais recursos, sem ampliar a carga de impostos e tributos da cidade. Além das medidas emergenciais, que são muitas, precisamos de ações de médio e longo prazo. Temos que preparar nossa cidade para as próximas décadas, criar condições de desenvolvimento econômico e social que estejam alinhadas com as questões ambientais.

3. Destaque suas principais propostas para resolver os problemas que a senhora acredita que a cidade possui?

Carol Arns: Nossa cidade possui muitos desafios, mas também muitas oportunidades e pessoas com capacidade e criatividade para superá-los. O que nos falta é rever as prioridades, saber criar conexões e dialogar com a sociedade. Todas as nossas propostas partem de uma premissa básica: colocar as pessoas em primeiro lugar. E vamos fazer isso com planejamento e gestão, pensando ações de curto, médio e longo prazo.

De imediato, temos que enfrentar a urgência trazida pela pandemia: o desemprego e a consequente queda na renda da população. Para isso, nós vamos desburocratizar e isentar a emissão de alvarás para todas as atividades que gerem empregos na cidade, apoiar a capacitação dos empreendedores e buscar junto aos governos federal e estadual novas linhas de crédito para financiar os empresários locais.

Como consequência do desemprego e da queda na renda, muitas famílias não estão conseguindo pagar planos de saúde nem manter seus filhos na escola privada, o que aumentará a demanda por esses serviços nas redes públicas. Para isso, serão necessárias medidas imediatas: reabrir as unidades de saúde fechadas, ampliar as equipes de atendimento, programar mutirões para zerar a fila de procedimentos adiados, retomar as aulas de forma segura, criar vagas nas creches.

E temos um problema crônico e persistente, que é a falta de moradia digna. São cerca de 100 mil famílias vivendo em áreas de ocupação irregular ou inadequadas, com habitações precárias e sem as mínimas condições de dignidade e respeito. Precisamos regularizar estas áreas e dotá-las de infraestrutura e serviços de qualidade.

Por fim, mas não menos importante, temos de reorganizar o transporte público, muito caro para a nova realidade. Queremos construir as condições para ter a tarifa livre, ampliar a integração metropolitana, iniciar o longo processo de eletrificação do sistema e criar a estrutura necessária aos novos modais.

4. Como a senhora pretende trabalhar junto aos governos estadual e federal na administração da cidade?

Carol Arns: Necessário destacar que conto com o apoio dos três senadores do Paraná nesta eleição. Esta é uma novidade na política do Estado. Como também é novidade um plano de governo dedicar um capítulo à articulação política e institucional, como o nosso plano. Vamos fortalecer no plano legislativo a relação com a Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. A Prefeitura não deve ter fim em si mesma, mas ser uma articuladora, mediadora e facilitadora de soluções e demandas na área pública. Vamos construir um novo modelo de relacionamento político e institucional, mais moderno, ágil e confiável.

Nossa proposta de diálogo com toda a sociedade e suas instituições tem como premissa o fato de que a Prefeitura de Curitiba não é independente do universo que a cerca e precisa interagir com todos os setores. Assim também será com o governo do Estado e o Governo Federal.

Vamos promover o bom relacionamento no plano administrativo considerando que a cidade é em parte dependente das transferências obrigatórias de recursos da União e do Estado para compor seu orçamento e também depende de organismos públicos de financiamento (BNDES, Caixa Econômica, Agência de Fomento), de programas e projetos mantidos pelos governos federal e estadual e de parcerias com empresas estatais. Vamos trabalhar no âmbito político-administrativo com pautas da construção de propostas que reúnam Curitiba e os municípios da região metropolitana da capital.

5. O que a senhora fará para gerar empregos e renda já que os próximos anos deverão ser difíceis devido aos impactos da pandemia?

Carol Arns: Curitiba tem uma estrutura econômica diversificada e equilibrada. O setor público concentra quase 27% dos empregos formais da cidade. Os demais 73% estão distribuídos entre indústria, serviços e comércio, construção civil e outras áreas. Além de definir incentivos fiscais para setores afetados pela pandemia no curto prazo, vamos apresentar soluções que agilizem o fornecimento de alvarás (a custo zero ao longo do ano de 2021), para dar mais dinamismo à criação de novas empresas. Vamos fortalecer cada uma destas áreas e proporcionar que o número de empregos supere o quantitativo que existia antes da pandemia.

As múltiplas atividades são um ponto forte da economia da cidade, que precisa – e será – preservado. Nesse cenário, vamos desenvolver programas de incentivo para as micro e pequenas empresas e indústrias de pequeno porte, que se espalham por diferentes bairros da cidade. Vamos fortalecer a rede de ensino e pesquisa em ciência e tecnologia e o desenvolvimento de startups, que é uma nova dinâmica econômica. Além disso, vamos organizar uma política de incentivo em atividades voltadas à economia circular, que crie uma dinâmica integradora no município voltada a atividades que promovam a reciclagem, reuso e reaproveitamento.

A missão da Prefeitura será proporcionar um bom ambiente de negócios entre os setores público e privado, com o equilíbrio financeiro do município, mesmo diante das restrições orçamentárias e da crescente demanda por serviços públicos.

Para acompanhar o candidata, siga ela no Facebook e no Instagram.

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