Polícia Civil instaura inquérito para investigar caso de jovem morto pela PM

Francielly Azevedo - CBN Curitiba


A Polícia Civil informou, nesta quarta-feira (24), que abriu um inquérito para apurar a morte do jovem Ruhan Machado, de 20 anos. A família do rapaz diz que ele foi executado pela Polícia Militar na última segunda-feira (22).

Entenda o caso

O caso foi encaminhado para o 6º Distrito Policial. Segundo a Polícia Civil, as equipes já estão apurando o que aconteceu e o delegado responsável, por enquanto, não vai dar mais detalhes para não atrapalhar essas investigações.

A Polícia Militar, por meio de nota, respondeu alguns questionamentos nesta quarta-feira. Segundo o 20º Batalhão, dois policiais participaram da ação que resultou na morte de Ruhan.

Segundo informações do 20º Batalhão e do relato dos policiais militares que atuaram na ocorrência, uma denúncia repassada à PM apontava que estava acontecendo uma desova de cadáver próximo ao local e isso, segundo a Polícia Militar, foi constatado. Foi então, que nas proximidades, uma equipe da PM avistou o grupo em atitude suspeita, o que motivou a abordagem e entrada na casa do primo de Ruhan. Posteriormente, conforme a nota da Polícia Militar, foram encontrados 17,2 quilos de maconha no imóvel.

Ainda, “de acordo com o 20º Batalhão, os policiais militares apreenderam uma arma de fogo na residência”. A PM informa que “o laudo pericial da Criminalística vai apontar questões referentes a esta arma”.

Em relação a informação de que Ruhan teria morrido com “cinco tiros na cabeça” depois de ser baleado na perna, como sustenta a família, a PM disse que a resposta para esse questionamento virá com o laudo do Instituto de Criminalística.

A PM também esclareceu que todo policial que se envolve nesse tipo de ocorrência passa por avaliação psicológica da unidade em que atua ou pela equipe do Serviço de Assistência Social da PM para verificar se o profissional continua no serviço operacional ou não. No caso dos militares envolvidos na morte de Ruhan, eles foram atendidos por um psicólogo e afastados das atividades.

Ainda de acordo com a PM, o prazo legal para conclusão da investigação é de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20 dias corridos e, se ainda for necessário, por outro período.
O corpo de Ruhan foi enterrado no fim da manhã desta quarta-feira em um cemitério em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

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