Comissão do Congresso aprova Orçamento de 2019

Bernardo Caram - Folhapress


A CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso aprovou nesta quinta-feira (13) o relatório final do Orçamento de 2019.

Com a aprovação, o texto fica pronto para votação em sessão conjunta no plenário do Congresso. A reunião está prevista para a próxima semana.

Informalmente, a aprovação do orçamento do ano seguinte dá início ao recesso dos parlamentares, agora em fim de mandato. Oficialmente, porém, o período de folga começa apenas no dia 23 de dezembro.

O Orçamento aprovado na comissão prevê que a União fechará 2019 com déficit primário de R$ 139 bilhões, rombo equivalente à meta fiscal estabelecida para o ano.

De acordo com o presidente da comissão, Mário Negromonte Jr (PP-BA), a elaboração do projeto foi debatida com a equipe de Bolsonaro. Segundo ele, ajustes no Orçamento poderão ser feitos no ano que vem por meio de projetos enviados ao Congresso.

Na proposta apresentada em agosto, o governo havia deixado em aberto um rombo de R$ 258,2 bilhões para ser resolvido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Despesas nesse montante ficaram dependentes de aprovação futura do Congresso.

Se isso não fosse feito, seria infringida a chamada regra de ouro, que proíbe que o governo se endivide para pagar despesas correntes, como salários e custos de manutenção.

No projeto aprovado pela comissão, essa despesa condicionada a autorização do Congresso foi reduzida para R$ 248,9 bilhões, R$ 9,3 bilhões a menos do que a proposta original.

Segundo o relator, a redução foi possível porque emendas apresentadas ao projeto ampliaram os investimentos previstos para 2019, o que abriu espaço para retirar despesas antes condicionadas.

A mudança beneficiou, principalmente, o Bolsa Família. Na proposta original, metade do orçamento do programa ficou condicionado a posterior aval do Congresso. Agora, essa proporção foi reduzida para 19%.

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