Covid-19: Paraná suspende cirurgias eletivas por falta de medicamentos

Redação


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) suspendeu temporariamente a realização de cirurgias eletivas ambulatoriais e hospitalares em todos os hospitais do Estado. O objetivo é evitar o uso de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares, usados no tratamento de casos graves da covid-19.

A medida publicada na última sexta-feira (24) estabelece que apenas cirurgias de urgência e emergência poderão ser realizadas. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que o momento pelo qual passa do Paraná é excepcional e, portanto, medidas extraordinárias são necessárias.

“Devido a ocorrência de muitos casos graves da covid-19, o aumento do consumo dos medicamentos, a escassez de insumos farmacológicos no mercado, tivemos que suspender temporariamente as cirurgias que não são urgentes”, afirmou o secretário.

Os procedimentos cirúrgicos cardiológicos, oncológicos e de nefrologia seguem conforme a necessidade dos pacientes e a realização de exames de urgência estão condicionados ao médico prescritor.

A medida de suspender temporariamente cirurgias eletivas foi necessária pelo Paraná passar por um contingenciamento de medicamentos para a intubação de pacientes em tratamento da covid-19, como os anestésicos e relaxantes musculares.

Com a resolução, a Secretaria da Saúde objetiva, ainda, otimizar o uso de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), muitas vezes necessários para o período pós-operatórios dos pacientes.

GOVERNO BUSCA EVITAR FALTA DE MEDICAMENTOS

Com os medicamentos usados no tratamento da covid-19 em escassez no estado, a Secretaria da Saúde criou um comitê de gerenciamento para monitorar o estoque de medicamentos e a sua utilização na rede hospitalar durante o final de semana.

A coordenação de Assistência Farmacêutica da Sesa e a direção do Centro de Medicamentos do Paraná, com a supervisão do gabinete do secretário Beto Preto, avaliam a situação em alerta para um possível desabastecimento dos insumos.

“Estamos há semanas atuando de forma a otimizar o uso dos medicamentos anestésicos e buscando soluções possíveis. Alertamos o Ministério da Saúde, informamos toda a rede de hospitais sobre a nossa situação”, explicou o secretário estadual.

“Os pacientes não param de chegar em condições cada vez mais graves nos hospitais e esse tipo de fármaco é essencial para que o paciente não sofra com o momento da colocação do tubo que vai auxiliar no suporte necessário para a respiração”, completou Beto Preto.

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