Dia da Prematuridade: hospital de Curitiba lança vídeo com bebês prematuros e emociona

Francielly Azevedo



No Paraná, até o início de novembro, nasceram mais de 123 mil bebês, sendo cerca de 13 mil prematuros, o que representa 11% do número de nascimentos no Estado, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, por ano no mundo, mais de 30 milhões de nascimentos ocorrem antes das mães completarem 37 semanas de gravidez. Para chamar a atenção desses dados, foi criado o Dia da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro.

Em Curitiba, o Hospital Nossa Senhora das Graças entrou na campanha e criou o vídeo “Diário de um prematuro” para dar apoio aos pais e familiares que passam por esse momento de luta pela vida.

As cenas são narradas com a voz de uma criança, demonstrando o sentimento do prematuro. A personagem principal do filme é a prematura Heloisa, que nasceu com 1kg e 500 gramas e ficou dois meses internada na UTI neonatal do hospital.

O vídeo mostra o cuidado prestado pela equipe médica de enfermagem da UTI neonatal. Segundo a médica pediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças, Cristina Alves Cardozo, toda a atenção especializada é necessária para garantir o desenvolvimento do bebê. “O neném quando nasce prematuro, ele tem uma imaturidade de todos os sistemas como o respiratório, o renal, o circulatório. Então o cuidado especializado vai fazer a diferença tanto na sobrevida do bebê como na qualidade, tentando minimizar as sequelas que a prematuridade pode deixar.” conta a médica.

É considerado prematuro o bebê que nasce com menos de 37 semanas. Avanços na medicina tem possibilitado que a grande maioria dos bebês prematuros consigam se desenvolver e crescer com saúde. “Quando o neném nasce muito antes do tempo pode ficar até quatro meses internado. E quando nasce mais perto do término da gestação ele fica em média 3 semanas, só para completar o desenvolvimento que teria no útero.” afirma a médica Cristiana.

Hipertensão, doenças como diabetes, infecção urinária, alimentação errada, estresse, e a prática de atividades físicas sem acompanhamento médico são fatores de risco para um parto precoce. “Se a gestante fizer um pré-natal adequado, é feito o controle destas doenças. Com isto a gestação pode ser levada o mais longe possível.”  diz a médica.

Conforme a pediatra, a presença da família também é essencial, principalmente a da mãe, por isso, os pais acompanham todo o processo do bebê na UTI. A especialista acredita que a lei de licença maternidade poderia ser alterada nesses casos de mães que tiveram filhos prematuros e passar a contar quando a criança receber alta, porque o cuidado em casa também é fundamental.

Hoje, a pequena Heloisa, protagonista do vídeo, já recebeu alta do hospital. A experiência dela mostra que o importante é não deixar de ter esperança, porque os momentos ruins são passageiros.

Assista o vídeo:

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.