Destaque 2
Compartilhar

Manobras e artimanhas, afirmam procuradores sobre retirada de delações de Moro

Procuradores da Lava Jato questionam a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de remeter para a Justiça de São Paulo ..

Jordana Martinez - 26 de abril de 2018, 15:25

SÃO PAULO, SP, 25.02.2016: EVENTO-SP - Ministério Público Federal comemora nesta quinta-feira (25), a superação da meta de 1,5 milhão de assinaturas para a campanha 10 Medidas contra a Corrupção. O evento, que acontece na sede do MPF em São Paulo, e conta com a presença dos procuradores da República Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, integrantes da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, e do subprocurador-geral da República Nicolao Dino, coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do MPF. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 25.02.2016: EVENTO-SP - Ministério Público Federal comemora nesta quinta-feira (25), a superação da meta de 1,5 milhão de assinaturas para a campanha 10 Medidas contra a Corrupção. O evento, que acontece na sede do MPF em São Paulo, e conta com a presença dos procuradores da República Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, integrantes da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, e do subprocurador-geral da República Nicolao Dino, coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do MPF. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

Procuradores da Lava Jato questionam a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de remeter para a Justiça de São Paulo trechos da delação da Odebrecht que citam o ex-presidente Lula.

"O STF não pode permitir que manobras e artimanhas se sobreponham a maioria e à própria história e tradição do tribunal", afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima pelas redes sociais.

Nesta quarta-feira (26), a força-tarefa da Lava Jato enviou um ofício para o juiz Sergio Moro defendendo a competência da 13ª Vara Federal para o julgamento dos processos do petista.

“Deve-se observar que a referida decisão não tem por objeto a modificação de competência para o julgamento da ação penal...  mas sim o mero encaminhamento de termos de colaboração”, afirmou o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Para Dallagnol é " ininteligível a remessa dos depoimentos em questão para outras jurisdições.”

Segundo os procuradores do MP, a decisão do Supremo gerou um "lamentável tumulto processual", já o STF não poderia determinar a competência sobre os processos.

“Nesse contexto, cabe ao juízo desta causa decidir, no momento próprio, à luz de todos os elementos de prova encartados aos autos, a respeito dessa questão.”