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Primo de Richa repete estratégia e pede liberdade a Gilmar Mendes

Alvo de mandado de prisão na 55ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Integração II, Luiz Abi Antoun, que só não foi ..

Roger Pereira - 27 de setembro de 2018, 10:37

Divulgação STF
Divulgação STF

Alvo de mandado de prisão na 55ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Integração II, Luiz Abi Antoun, que só não foi preso na última quarta-feira por estar em viagem internacional ao Líbano, repetiu a estratégia que seu primo, o ex-governador Beto Richa (PSDB) utilizou quando preso pela Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público Estadual, e recorreu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para pedir a revogação da prisão. A alegação é de que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal usaram do expediente da prisão temporária para driblar a proibição do uso da condução coercitiva, após decisão do STF, em processo que Mendes é relator.

O advogado de Abi, Anderson Mariano protocolou, na noite de quarta-feira, uma petição na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 444, que trata do tema, pedindo um habeas corpus para a revogação de sua prisão.

O expediente funcionou com Beto Richa que, preso no dia 11 de setembro pela Operação Rádio Patrulha, foi solto, assim como todos os outros investigados no caso, no dia 14, por decisão de Mendes, em habeas corpus na ADPF. A petição na ADPF 444 faz com que o pedido de liberdade seja julgado obrigatoriamente por Gilmar Mendes, o ministro que mais tem decidido pela liberdade de políticos réus ou investigados por corrupção, evitando o sorteio de relator, que poderia colocar o recurso nas mãos de um ministro mais rigoroso.