Após fiança de R$ 28 milhões, Gabriel Hardt manda soltar herdeiro da OAS

Roger Pereira

A juíza Gabriela Hardt, que responde pela 13ª Vara Federal de Curitiba desde que Sergio Moro afastou-se após indicação para o Ministério da Justiça no futuro governo Bolsonaro, expediu, no final da tarde desta terça-feira, alvará de soltura em favor de César de Araújo Mata Pires Filho, um dos proprietários da construtora OAS, preso preventivamente desde 26 de novembro, quando se apresentou à Polícia Federal, após ter sido alvo da 56ª fase da Operação Lava Jato.

Para ser solto, o empresário comprovou o depósito do valor estipulado pela magistrada como fiança: R$ 28,917 milhões. Investigado por pagar propina para a obtenção do contrato de construção da sede da Petrobras em Salvador, César Mata teve a prisão preventiva substituída por medidas alternativas. Além do pagamento de fiança, ele está proibido de exercer qualquer função na OAS e de ocupar cargo público, precisa comparecer a todos os atos do processo, deve entregar seu passaporte, para que seja impedido de deixar o país, não pode contatar nenhum dos outros investigados e nem mudar de endereço sem autorização da Justiça.

O executivo da OAS, juntamento com outros 19 investigados, foi alvo da 56ª fase da Lava Jato, denominada de Operação Sem Fundo, que investiga a construção da Torre Pituba, a sede da Petrobras em Salvador (BA). De acordo com os procuradores, a construção, feita pelas empreiteiras OAS e a Odebrecht, resultou ao PT e a ex-dirigentes da estatal e da Petros (fundo de previdência privado da Petrobras, que financiou a obra) propina no valor de R$ 68,3 milhões.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal