Delegado suspeito de atirar contra um bombeiro é investigado pela Polícia Civil

Alexandra Fernandes

O delegado da Polícia Civil Daniel Prestes Fagundes vai ser investigado pelo suposto envolvimento em duas situações de disparo de arma de fogo. Um dos tiros acertou de raspão um bombeiro. Fagundes é presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol). O caso aconteceu na madrugada deste domingo (14) em Curitiba.

Segundo a Polícia Militar (PM), a primeira ocorrência foi por volta das 4h30, em um posto de combustíveis entre a Avenida Vicente Machado e a Rua Brigadeiro Franco. O delegado teria sido cercado por um grupo de skatistas, que tinha a intenção de agredi-lo. Para se defender, disparou três tiros em direção ao chão. Logo após, Fagundes seguiu para a região da Alameda Carlos de Carvalho, onde efetuou os disparos contra o bombeiro.

No Boletim de Ocorrência, a vítima relatou que estava na rua esperando um Uber, quando o delegado passou de carro e o mandou correr. Imediatamente o bombeiro acatou o pedido, quando Fagundes disparou a arma na direção dele. Um dos tiros acertou de raspão o braço direito do homem, que não precisou de atendimento médico. Ainda segundo a vítima, o delegado estaria visivelmente “transtornado”.

De acordo com a polícia, depois dos fatos, o delegado entrou em uma casa noturna, saiu pela porta de emergência e se hospedou em um hotel, onde foi localizado pela PM. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes e liberado mais tarde. A arma usada, uma pistola calibre 40, foi apreendida.


Em nota a Polícia Civil disse que, segundo o servidor, não houve qualquer desentendimento prévio entre este e o bombeiro militar. O disparo de arma de fogo teria ocorrido em direção ao chão, sendo que estilhaço veio a atingir acidentalmente de raspão o braço do oficial que estava próximo. Ainda que todos os fatos envolvendo o servidor serão apurados. E que caso alguma irregularidade seja apontada serão punidas de acordo com a legislação vigente.

Já a Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol) manifestou apoio irrestrito ao presidente da entidade. Em nota a Adepol disse que vai acompanhar o desenrolar dos fatos.

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