Mesmo após ser solto, Beto Richa ainda não teve propaganda eleitoral veiculada pela coligação

William Bittar - CBN Curitiba

Após ser solto na madrugada do último sábado (15), o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), ainda não teve nenhuma propaganda eleitoral veiculada no rádio. Nesta segunda-feira (17), o programa de Richa não foi ao ar, assim como aconteceu na última sexta-feira (14).

Na quarta-feira, dia 12 de setembro, um dia após a prisão do ex-governador na Operação Rádio Patrulha, do Gaeco, o programa eleitoral do candidato do PSDB ao Senado foi ao ar normalmente.

Os candidatos ao Senado são apresentados no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV nas segundas, quartas e sextas-feiras.

Geralmente, Richa divide o tempo da propaganda com o outro candidato ao Senado na coligação “Paraná Decide”, Alex Canziani (PTB), mas com a retirada da propaganda do ex-governador, Canziani utilizou cerca de 2 minutos e 20 segundos na propaganda eleitoral no rádio. O fato foi registrado na sexta-feira e na manhã desta segunda-feira.


Ainda na madrugada de sábado (15), Beto Richa afirmou na saída do Regimento da Polícia Montada, onde estava detido, que retomaria a campanha.

Nesta segunda-feira (17) encerra o prazo de pedido de substituição de candidatos para os cargos majoritários e proporcionais.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), no Paraná, informou que, por enquanto, está aguardando alguma definição nacional para se pronunciar sobre um possível pedido de substituição de candidatura de Beto Richa.

O Tribunal Regional Eleitoral afirmou que até esta manhã não recebeu nenhum pedido referente à candidatura de Richa.

O ex-governador foi preso em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, que investiga um suposto esquema de corrupção e recebimento de propina na realização do Programa Patrulha do Campo, criado para a manutenção de estradas rurais do estado entre 2012 e 2014.

Para o Ministério Público Estadual, Richa é o chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões.

Ao todo, 15 pessoas foram presas durante as investigações e soltas após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, na noite da última sexta-feira (14).

Mesmo com a soltura de todos, nesta segunda o Gaeco dá continuidade aos depoimentos dos investigados na Operação Rádio Patrulha.

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