Gabriela Hardt bloqueia R$ 20 milhões dos investigados na nova fase da Lava Jato

Fernando Garcel

Na primeira operação deflagrada sob sua autorização, a juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, decretou o bloqueio de R$ 20 milhões de 13 alvos da Operação “Sem Fundos” a 56ª. fase da Operação Lava Jato. Além das contas ‘pessoa física’, ativos de 38 empresas ligadas aos investigados também foram sequestrados.

“Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos”, despachou a juíza. “Considerando os valores que transitaram subrepticiamente nas contas dos investigados, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de vinte milhões de reais”, decidiu.

Entre os atingidos estão o ex-presidente da Petros, Wagner Pinheiro, e os ex-dirigentes do fundo Newton Carneiro, Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa, todos alvo de mandados de prisão durante a operação.

Gabriela Hardt também congelou os ativos da Mendes Pinto Engenharia, responsável pelo gerenciamento da construção da Torre Pituba, a sede da Petrobras em Salvador. A empresa era controlada por Paulo Afonso Mendes Pinto, empresário já morto que supostamente seria o responsável por pagar, junto de seu sócio, Mário Seabra Suarez, o pagamento de propinas da OAS aos executivos da Petros e da Petrobrás. Suárez também teve os bens bloqueados pela Justiça, assim como o filho de Paulo Afonso, Marcos Felipe Mendes Pinto.


Outra empresa atingida foi a Chibasa Projetos de Engenharia, ligada a Irani Rossini e Rodrigo Barreto, alvos de prisão temporária. A Chibasa coordenou o projeto executivo do empreendimento.

Superfaturamento

A nova fase da Lava Jato investiga o superfaturamento na construção da Torre Pituba, sede da Petrobrás em Salvador. O Ministério Público Federal afirma que as empreiteiras OAS e Odebrecht distribuíram propinas de R$ 68 milhões ao PT e a ex-dirigentes da estatal petrolífera e da Petros. Inicialmente orçado em R$ 320 milhões, o empreendimento custou mais de R$ 1,32 bilhão.

A Procuradoria alega que houve fraude na contratação da empresa gerenciadora da obra (Mendes Pinto Engenharia), da responsável pelo projeto executivo (Chibasa Projetos de Engenharia) e das empreiteiras OAS e Odebrecht, que ficaram com 50,1% e 49,9% de participação na construção da sede.

 

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