José Dirceu se entrega na sede da Polícia Federal de Curitiba

Alexandra Fernandes, Francielly Azevedo e Vinicius Cordeiro

O ex- ministro José Dirceu chegou a sede da Polícia Federal, em Curitiba, por volta das 9h20 da noite desta sexta-feira (17) para cumprir a pena da segunda condenação pela Operação Lava Jato.

O petista chegou em um carro escoltado por viaturas a paisana. Dirceu entrou pelos fundos da PF, onde deve passar à noite.

O primeiro prazo, estipulado pelo juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, dava até às 16h desta sexta-feira (17) para que Dirceu se apresentasse.

De acordo com o G1, Dirceu veio de carro até a capital paranaense. Ele teria saído de Brasília, onde mora, ainda pela manhã. Dessa forma, não é considerado foragido por ter manifestado disposição em se apresentar.


O advogado de defesa, Roberto Podval, declarou à reportagem que não vai comentar o assunto.

O CASO

A Justiça Federal mandou prendê-lo novamente após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negar um recurso da defesa do ex-ministro, que pedia a prescrição de pena na segunda condenação dele na Lava Jato. O colegiado manteve a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de 8 anos, 10 meses e 28 dias. Em fevereiro deste ano, a defesa do ex-ministro já tinha tentado reduzir a pena imposta pela justiça, sem sucesso.

José Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017. Em maio de 2018, depois de esgotados os recursos no TRF4 sobre sua primeira condenação, ele foi preso mais uma vez. Porém, no fim de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter ele solto. Desde então ele cumpria pena em liberdade.

O ex-ministro foi condenado pela Operação Lava Jato no caso de corrupção da Petrobras, acusado de envolvimento no pagamento de propina em contratos superfaturados da petroleira com a empresa Apolo Tubulars, entre 2009 e 2012.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), foram repassado R$ 7.147.425,70 para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e parte a José Dirceu.  Para disfarçar o caminho do dinheiro, Dirceu e o irmão teriam usado a empresa construtora Credencial para receber valor de cerca de R$ 700 mil, tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 vôos feitos pelo ex-ministro.

O irmão de Dirceu, segue preso. Ele e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, além dos sócios da construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, são réus na mesma ação penal e também tiveram os embargos declaratórios negados.

*** matéria atualizada às 21h41—

 

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