MP vai investigar caso de criança que viajou de Curitiba a São Paulo sem autorização ou passagem aérea

Lenise Aubrift Klenk - BandNews FM Curitiba

Um procedimento deve ser instaurado na próxima segunda-feira (22) pelo Ministério Público do Paraná para apurar o caso da criança de Curitiba que embarcou em um voo para São Paulo sem passagem aérea e sem autorização dos pais. O menino, de 12 anos, mora no bairro Boqueirão, na capital, e entrou em uma aeronave na última segunda-feira (15), no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região metropolitana.

A Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos pretende instaurar uma apuração de infração administrativa para saber como a criança passou por pelo menos duas fiscalizações sem ser barrada. Quando desembarcou em Congonhas, o menino ficou parado em um dos corredores e foi finalmente identificado por funcionários da Latam.

Ao descobrir que ele havia viajado clandestinamente, a companhia aérea providenciou o retorno do menino para Curitiba em um voo noturno, desta vez sob supervisão. A promotora Tarcila Santos Teixeira diz que na semana que vem o Ministério Público vai buscar informações oficiais. Mas, de antemão, ela afirma que o desfecho foi menos grave do que poderia ter sido diante da situação de risco para a criança. “Foi muita sorte esta criança ter sido encontrada, pois ela poderia ter tomado um rumo desconhecido. O embarque dela já foi feito de forma clandestina, realmente violando todas as normas de proteção.” disse a promotora.

O menino teria fugido de casa depois de desentendimentos com os pais relacionados a problemas na escola. O Ministério Público pretende identificar como a criança burlou o serviço de apresentação do bilhete aéreo ao entrar na área de embarque, de responsabilidade da Infraero, e, depois, na aeronave, que é controlada pela companhia aérea. Para a promotora Tarcila Teixeira, há, no mínimo, uma responsabilidade solidária. “Eu concluo que esta criança passou por dois processo de fiscalização que deveriam ter barrado ela, e não o fizeram. Como isto fica claro que houveram falhas graves.”


Em nota, a Latam informou que colabora com autoridades na investigação. A empresa alega ter mantido contato com os responsáveis pelo menino desde o primeiro momento e prestado assistência para o retorno dele a Curitiba.

A Infraero informou que também vai colaborar com as autoridades para esclarecer o caso, ao mesmo tempo em que vai reforçar os processos de segurança no aeroporto.

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