“Não vamos abrir mão de Lula, mesmo que o tirem dos debates”, afirma Haddad

Roger Pereira e Francielly Azevedo - CBN Curitiba

No dia seguinte ao primeiro debate entre os candidatos a presidente da República, que, não contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso, desde 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, e nem com nenhum representante do PT, seu candidato a vice, Fernando Haddad e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, visitaram Lula na prisão, avaliaram os acontecimentos da semana e decidiram insistir nas ações judiciais para que Lula participe dos debates e demais eventos eleitorais, como entrevistas e sabatinas.

“Vamos lutar pela participação de Lula. Se, de fato, como pensam nossos adversários, o Lula está fragilizado e é um preso comum, por que tanto esforço para impedi-lo de participar dos debates, se o código eleitoral garante sua participação expressamente? Não é uma interpretação, o código garante os dirieitos de qualquer candidatura, mesmo que sub judice”, disse Haddad, ao deixar a sede da PF. “Ele tem o desejo de se expor, participar dos debates e enfrentar qualquer questionamento, de ordem política ou moral e faz apelo para que os meios de comunicação e até seus adversários lutem pelo fim da censura”, acrescentou.

Para o candidato a vice, substituir Lula neste momento para garantir a participação do PT nos atos de campanha seria sucumbir à estratégia de “tirar Lula das eleições”, que, segundo ele, baseia, inclusive, as ações da Lava Jato. “Toda a estratégia de perseguição é tirá-lo da eleição e a nossa estratégia, em respeito ao povo que quer votar em Lula, é mantê-lo na disputa, então, não vamos abrir mão do Lula na urna, mesmo que o tirem dos debates, porque o povo não abre mão do Lula e nós, que conhecemos ele há cinco décadas, sabemos que é a melhor opção para tirar o Brasil desta crise que se iniciou no golpe parlamentar de 2016”.

Gleisi Hoffmann também reafirmou que o candidato é Lula, que não será substituído e que o PT lutará para ter o nome do ex-presidente na urna eletrônica, em outubro, mas admitiu que o partido requisitará a participação de Haddad nos próximos debates. “Vamos tomar todas as medidas necessárias para a participação do Lula nos debates e, se não for possível, para que o Haddad. No debate ontem, todo mundo viu isso: faltou a maioria do povo brasileiro representada”, disse. “Estamos usando todas as medidas judiciais. O que se está fazendo é uma violência com o Lula, com o PT e, principalmente, com parte considerável a população brasileira, pois como podem deixar fora do debate o candidato com maior popularidade”, acrescentou.


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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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