Operação Webcida combate o comércio irregular de agrotóxicos pela internet

Andreza Rossini e Francielly Azevedo - CBN Curitiba

Uma operação conjunta deflagrada ao longo desta semana, no Paraná e do Rio Grande do Sul, retirou de operação um esquema de venda de agrotóxicos de forma ilegal, pela internet.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela denuncia que iniciou a força-tarefa, o produto é perigoso e precisa de uma receita agrônoma para a utilização.

Segundo Alexandre Gaio, promotor do Ministério Público, o problema é a venda indiscriminada. “Essa venda só pode ser destinada aos agricultores, pecuaristas e os profissionais habilitados a emitirem receita agronômica. Esse tipo de venda causa riscos ao meio ambiente e à saúde de quem compra”, afirmou.

Os agrotóxicos eram vendidos para qualquer pessoa, com intermédio de uma empresa de Curitiba. O símbolo da caveira, que representa produto perigoso, era raspado para permitir a entrega via correios. “Nós conseguimos apreender agrotóxicos que estavam prestes a ser entregues aos compradores”, disse.


“O primeiro risco dessa compra é que tem um profissional que fez um estudo na área que será aplicado, para saber a necessidade, o risco de intoxicação da pessoa e poluição do meio-ambiente. A embalagem também não pode ser descartada no lixo comum”, explicou.

“Isso é o início de uma operação que tem uma ramificação muito grande. A princípio Paraná e Rio Grande do Sul, mas já investigamos outros estados”, afirmou o superintendente do Ibama, Júlio César Gonchorosky.

Para permitir a entrega via correio, as notas fiscais também eram fraudadas. Em uma delas, a descrição do produto era: “shampoo automotivo de 5L”. “O transporte de agrotóxico precisa de um caminhão especial com treinamento de motorista. Veja só o risco”, alertou o auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Marcelo Bressan. “Os correios precisam verificar e encontrar os produtos que estão em transporte”, afirmou.

Outra loja, em Paulo Bento (RS) também fazia a venda dos produtos pela internet, com intermédio da empresa de Curitiba. Ela foi fiscalizada e multada. No total, foram aplicados R$ 136 mil em multas.

O inquérito vai investigar a responsabilidade dos compradores. As empresas envolvidas continuam funcionando.

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